médico de braços cruzados
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Mackenzie Brasília doa Face Shields e Clamps para hospitais públicos

As máscaras e os grampos para tubos orotraqueais estão sendo produzidos no Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília

19.05.202009h00 Comunicação - Marketing Mackenzie

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O Mackenzie Brasília doará 130 Face Shields para Unidades Básicas de Saúde (UBS) de regiões localizadas no entorno do Distrito Federal, além de 20 unidades de grampos, os clamps, utilizados em tubos orotraqueais, para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em uma nova fase da série de projetos desenvolvidos no Mackenzie para o combate à crise do coronavírus. 

Os utensílios, fundamentais para a segurança dos profissionais de saúde que atuam no processo de intubação - procedimento que permite o acesso à traqueia em casos de dificuldade respiratória - dos pacientes infectados com a covid-19, estão sendo produzidos nas impressoras 3D do Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília Internacional (CPMB).

A Face Shield é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) feita para cobrir o rosto inteiro dos médicos e enfermeiros durante a intubação. A proteção oferece mais segurança aos especialistas, aumenta a vida útil das máscaras N95, que cobrem o nariz e a boca dos profissionais (e ficam por baixo do escudo) e podem ser esterilizadas com álcool para reutilização. A quantidade produzida no CPMB consegue suprir a necessidade de 26 salas hospitalares, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Prontos Socorros e Centro Cirúrgicos.

Já o grampo, denominado clamp, braçadeira em inglês, é uma peça com importância mais direta e objetiva em todo o processo. Os pacientes internados com insuficiência respiratória grave recebem um suporte de oxigênio, que é instalado e conectado à sua traqueia por um tubo. Esse instrumento é conduzido até o canal traqueal por meio de um fio guia, posteriormente descartado, abrindo espaço no conduto para a acoplação do suporte.

Durante a retirada do fio, os profissionais da saúde utilizam, normalmente, uma pinça para impedir a entrada e a saída de ar ou fluídos pelo tubo, até que seja concluída a colocação do oxigênio. O grampo substitui a pinça, sendo colocado exatamente como uma braçadeira no tubo, aumentando a praticidade e a segurança de todo o trabalho, permitindo a retirada do guia e o fechamento da passagem de ar e fluídos com celeridade e dinamismo. O acessório também pode ser reutilizado, após a limpeza com álcool. 

Inovação

O HRAN faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe a maioria dos casos mais graves provocados pela covid-19, no Distrito Federal e nas regiões próximas. A iniciativa do Mackenzie Brasília, liderada pela professora de Química Marianna Brandão, responsável pelo Science Technology Engineering and Math, o STEMack, com a participação do coordenador de Tecnologia da Educação, Diogo Mendes, e do aluno Ícaro Ogeda, inova no tratamento oferecido pela instituição e protege o profissional de saúde.

O grupo foi o mesmo responsável pela impressão e doação das 20 Face Shields ao Hran, mês passado. “Dessa vez, nós três pegamos um modelo na internet, em formato STL, para impressão nas máquinas 3D, projetamos o formato e fizemos uma adaptação usando o aplicativo SketchUP. O Ícaro e o Diogo foram os responsáveis pela remodelagem e eu executei e administrei as impressões, testando a quantidade de camadas, de filamentos e a forma mais eficiente de montar o material”, explicou a professora.

O trio continua pensando em novas soluções para atender à demanda dos médicos e enfermeiros em serviço contra o coronavírus, utilizando a estrutura tecnológica oferecida aos alunos, professores e comunidade pelo Mackenzie Brasília. As máscaras e os grampos continuarão sendo produzidos para atender outras demandas, em novas fases do projeto.