Saúde e Bem-Estar

HUEM registra aumento nos partos e demanda por leite materno

Média de nascimentos passou de 42 para 66 bebês entre os dois primeiros bimestres do ano

22.05.202019h05 Comunicação - Marketing Mackenzie

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Durante a pandemia do novo coronavírus, o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) tem enfrentado outros desafios além do atendimento aos pacientes da covid-19. O número de partos na maternidade da instituição aumentou 36%, o que acabou acarretando também uma maior demanda por leite humano do Banco de Leite do Hospital.

Em janeiro, foram 37 nascimentos e em fevereiro 47. O número subiu para 60 partos em março e disparou para 72 em abril. A média de 42 nascimentos por mês no primeiro bimestre passou para 66 no segundo.

O aumento se deu porque a Maternidade Bairro Novo, equipamento da Prefeitura de Curitiba, precisou ser transformado temporariamente em unidade de atendimento a pacientes de baixa complexidade com suspeita da covid -19. Os partos e consultas que estavam agendados na maternidade municipal foram todos transferidos para o HUEM.

O parto da mãe Millena Pereira de Souza, por exemplo, estava agendado para a unidade da prefeitura, contudo o aparecimento do novo coronavírus mudou os planos. O pequeno Joaquim nasceu no dia 7 de maio na maternidade do HUEM.

“Foi um susto no começo, ter meu bebê em meio a essa pandemia. Mas ter sido redirecionada para o Hospital Evangélico Mackenzie foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, o hospital está muito bem preparado, a equipe cirúrgica e de enfermagem são muito atenciosas”, afirma ela.

Com mais nascimentos, também aumenta o número de bebês prematuros e que precisam da UTI. “Em consequência, ficou maior a demanda do nosso banco de leite”, explica a coordenadora técnica da UTI neonatal do HUEM, a médica Juliana Baratella André Roveda.

Mais bebês, menos doadoras

Enquanto a demanda por leite materno cresceu, o número de doadoras diminuiu durante a pandemia. Em fevereiro, havia 171 mulheres doando seu leite, número que diminuiu para 112 em abril. E a quantidade de recém-nascidos necessitando do alimento saltou de 44 para 74.

Além do fechamento da Maternidade Bairro Novo, outro fator contribuiu para aumentar a demanda do banco de leite. “Devido às restrições referentes ao combate ao novo coronavírus, as mães não estão entrando na UTI para amamentar seus filhos, que acabam precisando se alimentar com o estoque do banco de leite”, explica Juliana.

Mesmo com a diminuição no número de doadoras, o que parecia impossível aconteceu: a produção aumentou. “As mães que continuaram doando entenderam a importância do momento e felizmente conseguiram aumentar a produção. Elas estão de parabéns por demonstrarem tamanha vontade de ajudar o próximo”, destaca a coordenadora da UTI neonatal.

A produção que foi de 146 litros em fevereiro aumentou para 174 litros em abril, o que possibilitou o atendimento de acordo com o aumento da demanda. “O leite materno é o melhor em digestibilidade, muito importante para o bebê para aumentar a imunidade e auxiliar a recuperação a ser mais rápida”, explica a enfermeira responsável pelo banco de Leite, Rosane da Silva.

Entre as doadoras, está a colaboradora do HUEM Elizangela Aparecida de Campos, mãe do Davi, de oito meses. A supervisora de engenharia do Hospital está doando seu leite desde março, exatamente o momento em que o banco de leite mais precisou.

“Além de ajudar outras mães e outros bebês, também é benéfico para mim, pois ao doar eu estou estimulando meu corpo a produzir mais. Caso eu ficasse o dia inteiro sem tirar leite, com o tempo, a produção começa a diminuir. Com bastante leite, vou poder amamentar meu filho por mais tempo”, destaca.

Como doar?

Para doar o leite excedente não é preciso sequer sair de casa. Equipes do hospital realizam visitas semanais por todos os bairros da cidade. Nas visitas, fazem orientações, entregam os frascos esterilizados e na semana seguinte coletam o leite armazenado.

As interessadas em colaborar devem ligar para o telefone (41) 3240-5117 para fazer o cadastro e agendar a coleta do leite. Os frascos coletados são testados e os que são considerados impróprios (cheiro de cigarro, azedo, com cabelo, etc.) são descartados.

Os leites que passam nos testes do cheiro, acidez e calorias são pasteurizados para eliminar todo tipo de contaminação.