Liberdade econômica mundial avança um pouco – Brasil fica na posição 144 em ranking composto de 162 jurisdições

01.10.201816h00 Comunicação - Marketing Mackenzie

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São Paulo, Brasil – O Brasil ficou na posição 144 dentre 162 países e territórios incluídos no Relatório Anual de Liberdade Econômica do Mundo 2018 (Economic Freedom of the World 2018 Annual Report), lançado no último dia 25 de setembro pelo Fraser Institute do Canadá, tendo o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica como um dos seus membros associados.

No ano passado, o Brasil ocupava a posição 140 do ranking, porém no relatório deste ano o país perdeu quatro posições. A nota média do país manteve-se 5,75, indicando que, no geral, não houve avanço. Entretanto, outros países conseguiram imprimir mudanças às suas economias e ultrapassaram o Brasil.

Hong Kong e Cingapura continuam no topo do ranking, 1º e 2º lugar respectivamente. Nova Zelândia, Suíça, Irlanda, Estados Unidos, Georgia, Ilhas Maurício, Reino Unido, Austrália e Canadá (ambos empatados) ocupam as dez primeiras posições.

O relatório de 2018 foi elaborado por James Gwartney, da Florida State University; Robert A. Lawson e Ryan Murphy da Southern Methodist University; e Joshua Hall, da West Virginia University.

O estudo deste ano é baseado nas informações de 2016 (ano mais recente em que há disponibilidade de dados comparáveis entre as jurisdições) e mede a liberdade econômica (nível pessoal de escolha, habilidade para entrar e operar no mercado, respeito à propriedade privada, estado de direito etc.) ao analisar as políticas e as instituições de 162 países e territórios.

Os dez piores colocados no ranking são Sudão, Guiné-Bissau, Angola, República Centro-Africana, República do Congo, Síria, Argélia, Argentina, Líbia e, em último lugar, Venezuela. Alguns países que são dominados por ditaduras, como Coréia do Norte e Cuba, não puderam ser analisados por conta da indisponibilidade de dados.

Outros países de destaque são Alemanha (20ª posição), Japão (41ª posição), França (57ª posição), Rússia (87ª posição) e China (108ª posição).

De acordo com pesquisas acadêmicas públicas em conceituados periódicos científicos, pessoas que vivem em países com níveis elevados de liberdade econômica disfrutam de maior prosperidade, maiores liberdades civis e políticas e expectativa mais longa de vida.

Por exemplo, os países no quartil mais elevado do ranking de liberdade econômica (até a 25ª posição), como Reino Unido, Japão e Irlanda, possuem renda per-capita média de US$ 40.376,00 em 2016, enquanto que os países no quartil menos elevado possuem US$ 5.649,00 – tal qual Venezuela, Irã e Zimbábue.

Além disso, a expectativa média de vida dos países de com maior liberdade econômica é de 79,5 anos, enquanto que para os países com menor liberdade econômica é de apenas 64,4 anos.

“Onde as pessoas são livres para buscar suas próprias oportunidades e fazer suas próprias escolhas, elas têm vidas mais prósperas, felizes e saudáveis” afirma Fred McMahon – pesquisador da cátedra Michael A. Walker de Liberdade Econômica – e que esteve em junho de 2018 no Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.

O Fraser Institute produz o Relatório Anual de Liberdade Econômica do Mundo em cooperação com a Economic Freedom Network (Rede Liberdade Econômica), um grupo de institutos independentes de pesquisa e educação em quase 100 países e territórios. É a principal medida de liberdade econômica do mundo, avaliando e classificando os países em cinco áreas: tamanho do governo, sistema legal e direitos de propriedade, credibilidade monetária, liberdade de comércio internacional e regulação de crédito, trabalho e negócios.

Veja o relatório completo em: www.fraserinstitute.org/economic-freedom 

O Brasil foi avaliado em cinco dimensões que compõem o índice de liberdade econômica. Cada uma delas varia de 1 a 10, em que o maior valor indica maior nível de liberdade econômica:

  • Tamanho de governo: mudou para 5,13 em relação a 5,15 no relatório do ano anterior;
  • Sistema legal e direitos de propriedade: mudou para 4,58 em relação a 4,45;
  • Credibilidade monetária: manteve-se 7,97;
  • Liberdade de comércio internacional: mudou para 7,00 em relação a 6,90;
  • Regulação dos mercados de crédito, trabalho e negócios: mudou para 4,09 em relação a 4,30.

De acordo com Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, o Brasil tem perdido posições no ranking de liberdade econômica desde o começo da década anterior e, desde de 2010, a nota absoluta do país caiu. “Infelizmente, para o tamanho da economia brasileira, o país se encontrar no grupo de menor liberdade econômica no mundo é muito ruim. A crise econômica que vivenciamos não é à toa e a população necessita de maior prosperidade. Sem aumento da liberdade econômica no Brasil não há como aumentar a prosperidade de forma sustentável”, afirma o professor.

Sobre o Índice de Liberdade Econômica

Economic Freedom of the World mede o grau em que as políticas e instituições dos países apoiam a liberdade econômica. A publicação deste ano classifica 162 países e territórios. O relatório também atualiza dados de relatórios anteriores nos casos em que os mesmos foram revisados.

Para mais informações sobre a Rede de Liberdade Econômica, o conjuntos de dados e os relatórios anteriores sobre Liberdade Econômica do Mundo visite www.fraserinstitute.org. Você pode "curtir" Economic Freedom Network no Facebook em www.facebook.com/EconomicFreedomNetwork.

CONTATOS:
Centro Mackenzie de Liberdade Econômica
https://www.mackenzie.br/liberdade-economica/ 
liberdade.economica@mackenzie.br

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Para obter mais informações sobre Economic Freedom Network, conjuntos de dados e relatórios anteriores sobre Liberdade Econômica do Mundo, acesse www.fraserinstitute.org/economic-freedom.

Sobre o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica

O Centro Mackenzie de Liberdade Econômica é um think-tank liberal acadêmico, o único no Brasil baseado numa Universidade. É uma iniciativa do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) junto à Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Faz parte da unidade "Centro de Ciências Sociais e Aplicadas" (antiga Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas). Inaugurado em 09 de maio de 2016. O objetivo é contribuir de forma sólida para o debate em torno do papel do mercado e das características e consequências dos diferentes tipos de intervenção e regulação, tendo como objeto as questões reais da economia brasileira e os entraves ao seu desenvolvimento.

Sobre o Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segunda a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.