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O caso "boimate"

O caso "boimate"

Revista Veja – edição de 27 de abril de 1983.

Em 1983 a Revista Veja cometeu um dos seus maiores erros. A revista embarcou em uma história iniciada pela publicação inglesa New Science, séria, que resolveu brincar no dia 1 de abril. A reportagem abordava uma experiência inédita onde seria possível unir células vegetais do tomate com células animais de uma vaca. A brincadeira da revista inglesa deixava pistas, pois os biólogos chamavam-se Barry McDonald e William Wimpey, com sobrenomes que sugerem as cadeias de alimentação McDonald´s e Wimpy´s.  E a universidade que estaria fazendo a pesquisa localizada em Hamburgo (sugerindo hambúrguer).

A gafe ficou conhecida como “boimate”, pela possibilidade de unir as células de um tomate com as de uma vaca.

Muitos leitores perceberam que estavam diante de uma notícia “fake” e mandaram cartas para  veículos de comunicação, como o jornal “O Estado de S. Paulo”, que foi atrás da história e descobriu o erro.

Serve como exemplo de que leitores atentos podem funcionar como fiscais das notícias e ajudarem os veículos de comunicação.

 

O caso "boimate"

Revista Veja – edição de 27 de abril de 1983.

Em 1983 a Revista Veja cometeu um dos seus maiores erros. A revista embarcou em uma história iniciada pela publicação inglesa New Science, séria, que resolveu brincar no dia 1 de abril. A reportagem abordava uma experiência inédita onde seria possível unir células vegetais do tomate com células animais de uma vaca. A brincadeira da revista inglesa deixava pistas, pois os biólogos chamavam-se Barry McDonald e William Wimpey, com sobrenomes que sugerem as cadeias de alimentação McDonald´s e Wimpy´s.  E a universidade que estaria fazendo a pesquisa localizada em Hamburgo (sugerindo hambúrguer).

A gafe ficou conhecida como “boimate”, pela possibilidade de unir as células de um tomate com as de uma vaca.

Muitos leitores perceberam que estavam diante de uma notícia “fake” e mandaram cartas para  veículos de comunicação, como o jornal “O Estado de S. Paulo”, que foi atrás da história e descobriu o erro.

Serve como exemplo de que leitores atentos podem funcionar como fiscais das notícias e ajudarem os veículos de comunicação.