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Coronavírus: entenda a origem e a situação atual da doença

Explicações sobre o novo vírus foram dadas durante aula inaugural do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

20.02.202016h00 Comunicação - Marketing Mackenzie

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No início deste ano, o mundo foi surpreendido com o Coronavírus, nomeado COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apareceu na China e em pouco tempo se espalhou por mais de 20 países da Ásia e Europa. A epidemia começou em um mercado da cidade chinesa Wuhan, local em que o comércio de animais silvestres é comum. Segundo epidemiologistas, a origem do vírus pode estar relacionada a morcegos.

Até este mês de fevereiro, 74.279 casos foram confirmados na China e outros 905 casos foram registrados em 25 países. Apesar dos altos índices de contágio e mais de 2.000 vítimas fatais da doença, dados da OMS mostram que 80,9% dos casos encontrados são leves, sem pneumonia ou com pneumonia fraca.

Há cerca de duas semanas consecutivas, as ocorrências têm diminuído. Apesar disso, os cuidados devem permanecer: higienizar as mãos com água e sabonete, cobrir a boca ao tossir e o nariz ao espirrar, evitar ambientes com aglomeração e não compartilhar objetos de uso pessoal. 

No Brasil, o Ministério da Saúde monitora cinco novos casos de suspeita de Coronavírus, que estão concentrados nas regiões Sudeste e Sul do país. Os 45 casos suspeitos até agora já foram descartados e não há registro da doença em território nacional. O Ministério da Saúde afirma ainda que dará continuidade a toda mobilização feita.

Debate na Universidade 

O tema foi discutido na aula inaugural de Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), no auditório Escola Americana, campus Higienópolis, com participação dos professores José Luiz Caldas Wolff, Susi Fernandes e Camila Sacchelli Ramos. Um dos focos foi a questão genética do vírus COVID-19, já que este, por conter RNA+, possui um grande potencial de mutação. 

Wolff explica que o Coronavírus é encontrado amplamente na natureza e possui uma grande diversidade de hospedeiros, o que possibilita a adaptação em diferentes ambientes. “O morcego é um organismo capaz de conviver com uma grande variedade de vírus, e possui hábitos que facilitam a disseminação”, comentou sobre o principal suspeito e hospedeiro de disseminar a doença. “Devido ao fato de serem voadores, aparentemente, eles comem, mastigam frutas, pegam a seiva dos nutrientes e cospem os restos. Junto com as salivas vão os vírus”, complementou.

Outro ponto abordado foi a diferença entre os termos epidemia e pandemia. A primeira se refere a uma doença que ocorre com frequência incomum em uma determinada região. Já a pandemia, considerada mais preocupante, é quando uma epidemia se alastra para outros países e continentes.

Perguntada sobre a preocupação dos brasileiros com COVID-19, a professora Susi explicou que “ainda não é pandemia”, visto que a taxa de ataque, apesar de alta e transmissível, tem menor agressividade e poder de mortalidade que poliomielite e febre amarela, doenças ainda presentes no Brasil. Taxa de ataque pode ser definida como número de novos casos a partir de um único confirmado.

Ainda de acordo com Susi, “saúde não significa apenas não ter doença, mas sim equilíbrio entre o agente agressor, o indivíduo e o ambiente”, ou seja, é necessário ter os cuidados básicos com o Coronavírus mas também se atentar para dois fatos: primeiro de que a epidemia se encontra em outro continente, segundo que há outras doenças estabelecidas no Brasil, como a dengue, que teve alta de 71% nos casos, e que merecem atenção.

Ao final da aula, o professor Wolff ressaltou que a mortalidade e os sintomas da doença assustaram grande parte população mundial, porém a presença desse vírus é mais comum do que aparenta, como, por exemplo, quatro tipos de coronavírus causam o resfriado comum, fato que a maioria desconhece.