Atualidades

Maior expoente do Design Inteligente palestra no Mackenzie

Cientista norte-americano relança livro e explica novas descobertas que embasam teoria

16.10.201917h10 Comunicação - Marketing Mackenzie

Compartilhe nas Redes Sociais

Considerado o pioneiro na Teoria do Design Inteligente (TDI), o bioquímico norte-americano Michael Behe esteve na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) nesta terça-feira, 15 de outubro, a convite do Discovery-Mackenzie. O cientista, um dos maiores representantes da teoria, relançou um de seus best-sellers e palestrou sobre as últimas evidências do Design Inteligente durante o II Congresso de Design Inteligente SP, realizado no campus Higienópolis. 

Para Behe, os estudos sobre a origem da vida no planeta Terra devem se concentrar nas análises de moléculas e células. “Cientistas descobriram que estas moléculas trabalham como máquinas. Penso que para avaliar como a vida foi produzida, é necessário olhar para este nível molecular”, declarou. 

O norte-americano explicou que uma célula é como uma fábrica automatizada, cheia de máquinas. Portanto, é formada por uma cadeia de processos que se complementam, que indicam que houve uma mente inteligente por trás desta formação. Por conta disso, a teoria darwinista seria insuficiente para explicar a origem da vida, já que não é capaz de explicar como uma célula é capaz de realizar estes processos. 

“Grandes afirmações darwinistas se apoiam numa imaginação indisciplinada”, afirmou Behe. Portanto, os estudos celulares mostrariam que a teoria evolucionista possui diversas falhas ou argumentos que não são bem explicados. 

De acordo com o norte-americano, a TDI procura se basear exclusivamente nos argumentos sobre a origem da vida e não apenas em pressuposições. “Honestidade intelectual deve olhar para as evidências e argumentos. Só porque se gosta ou não de algo não afeta o argumento. Design Inteligente se baseia nos avanços científicos das últimas décadas”, disse.

Para o coordenador do Discovery-Mackenzie, o professor Marcos Eberlin, o debate entre o pensamento evolucionista e criacionista é a chave para uma mudança de paradigma. “A única forma para a ciência depurar as suas teorias é na discussão. Quando uma teoria científica se levanta, todos os cientistas devem procurar derrubá-la. A ciência é a cultura da dúvida. Um cientista é movido pela dúvida e não pela certeza”, explicou. 

“Queremos colocar um contraponto à teoria da evolução e disseminar que a ideia da existência de um design inteligente pode estar presente a partir da educação básica, de uma maneira que podemos, com argumentos científicos, discutir o criacionismo”, disse o reitor da UPM, Benedito Guimarães Aguiar Neto, que acrescentou que a universidade ampliará os estudos da TDI.

Livro clássico

O evento reuniu outros pesquisadores sobre o Design Inteligente. Além da palestra de Behe, ocorreu também o relançamento do best-seller escrito pelo bioquímico, A Caixa Preta de Darwin, um dos pilares dos estudos da TDI.

“Caixa preta é uma coisa que faz coisas extraordinárias, mas ninguém sabe explicar o funcionamento”, explicou Behe, ao apontar alguns dos pressupostos da evolução que permanecem sem explicações. 

O coordenador da Editora Mackenzie, Roberto Kerr, afirmou que a nova edição possui uma tradução nova, feita por Marcos Eberlin, que aproveitou o contato com Behe para aprimorar os conceitos traduzidos. 

Além disso, o coordenador acredita que o livro é uma oportunidade de se aprender sobre um tema pouco estudado pela sociedade. “É uma abordagem científica do tema. Muitas coisas a evolução não explica e não se preocupa em explicar. O Design Inteligente é uma abordagem diferente que preenche lacunas do conhecimento científico muito importantes”, disse Kerr.