Amor Maior!

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13).
Num texto escrito por Max Gehringer, palestrante e colunista da Revista Exame, encontra-se a história de um amigo de faculdade chamado Raul. Segundo o autor, Raul era discreto, não poderia ser chamado de o melhor aluno da classe; entretanto, conseguiu chegar a um cargo de comando em uma multinacional. Ao conversar com um dos diretores da empresa em que o amigo trabalhava, Max perguntou-lhe qual era o segredo de Raul. O diretor respondeu: “Ele entende de gente”.
A história de Raul é especial, pois para entender de gente é preciso, antes de tudo, amá-las e se interessar verdadeiramente por elas, de tal forma que possam se sentir bem. Nessa matéria ninguém foi maior do que Jesus. Todo o seu ministério foi um investimento de amor.
Os evangelhos narram a biografia de Jesus e dão pistas evidentes desse amor. Em várias passagens é possível encontrar declarações e gestos de Cristo que demonstram amor pelos seres humanos. Augusto Cury, escritor e psicólogo, afirma em uma de suas obras sobre a personalidade de Cristo que “ele era profundamente apaixonado pela espécie humana”.
Jesus disse aos seus discípulos: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13). Naturalmente que ele se referia a si próprio, pois demonstrou de forma inequívoca e inquestionável o seu amor.
Jesus amou as pessoas e as amou de forma sacrificial. O apóstolo Paulo, ao escrever sobre a doutrina da justificação pela fé, afirmou: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Vê-se, ainda, que Jesus amou pessoas e o fez para reconciliá-las com Deus. Sua morte não foi, em princípio, em favor dos seus amigos, mas dos seus inimigos. Paulo descreve assim: “Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10).
Nota-se que o homem não era amigo de Deus. Entretanto essa amizade tornou-se possível graças à obra reconciliadora efetuada pelo próprio Deus, por intermédio de Jesus, que como prova de seu amor sacrificou-se a si mesmo para promovê-la.
O amor de Jesus é incomparável porque é a maior e mais profunda demonstração de que se tem notícia na história da humanidade: ele ofereceu a sua própria vida. Seu amor sacrificial e reconciliador é a prova mais evidente do alto preço que ele pagou a fim de resgatar o ser humano do seu estado de escravidão e pecado e trazê-lo novamente à presença de Deus.
A mensagem do evangelho é esta: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Pode até ser que Raul entendesse de gente e as amasse verdadeiramente e por conta disso fosse um excelente profissional na área de RH. Creio, entretanto, que ninguém entende mais de gente do que Jesus Cristo, o Filho de Deus, pois não apenas entende – ele as ama a ponto de se sacrificar por elas.
Carlos Henrique
Capelão do Instituto
