Há Esperança para o seu Futuro!

A Bíblia Sagrada aponta a verdade absoluta para a nossa existência na história e na eternidade. Nela aprendemos que a vida sem esperança é marcada pela ausência de absolutos e a inexistência de valores reais, como um vácuo existencial preenchido por premissas e valores relativos, que sucumbem diante das circunstâncias e são corroídos pelo próprio tempo.
Escrevendo sobre a esperança, João Calvino faz três afirmações de caráter relevante para quem procura o verdadeiro conhecimento. A primeira refere-se à sua gênese: “A grande premissa que sustenta o mundo é a existência de Deus”. Esta verdade é fundamentada na Bíblia, ao registrar que “no princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1); “ainda antes que houvesse dia eu era” (Isaías 43:13a).
Toda reflexão sobre a esperança deve considerar inicialmente a existência de Deus, não como força cósmica ou mente universal, mas como um Ser pessoal que interage com suas criaturas e move o universo. Deus utiliza coisas grandes e pequenas, visíveis e invisíveis, ao tratar sua criação de forma providencial para ser dependente das suas leis, seu governo, sua soberania e presença.
A segunda afirmação de Calvino refere-se aos “sinais da imortalidade que o próprio Deus imprimiu na existência do homem”. A Bíblia diz que Deus colocou a eternidade no coração do homem. Tendo ouvido a voz de Deus através de sua revelação escrita, o ser humano conhece a imortalidade e a experimenta em plenitude na presença de Deus de forma permanente, duradoura e eterna. A imortalidade na ausência de Deus é o caos infinito e o sofrimento eterno. Na presença de Deus, ela possui caracteres impressos na caminhada do homem. É certo que não gostamos de envelhecer, não gostamos da solidão, não suportamos a tristeza, o abandono é uma idéia execrada do nosso íntimo.
Também não suportamos a traição, não queremos a mentira e tememos a morte, por mais bela e tranqüila ou mais rápida e trágica que seja. Tais compulsões existenciais da nossa alma são sinais de Deus a respeito da imortalidade.
Neste sentido, a esperança dos cristãos está fundamentada em um claro e magnífico fato histórico, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo e verdadeiro, o Deus conosco. Ele é verdadeiro homem e verdadeiro Deus, nasceu humildemente em Belém da Judéia e caminhou pelas estradas poeirentas da Galiléia, vivendo uma vida sem pecado diante de Deus e de perfeição entre os homens. Ele foi crucificado pelos pecados do seu povo, morto sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado, mas ao terceiro dia Deus o ressuscitou. O texto sagrado declara que Jesus Cristo foi colocado por Deus como Senhor absoluto de todas as coisas e que diante dele se dobrará todo joelho; ele é adorado por todos os seus anjos e por todas as criaturas que há nos céus, na terra e debaixo da terra (Filipenses 2:5-10; I Timóteo 3:16).
Calvino diz ainda que “em cada uma das coisas do mundo brilham determinadas mostras da glória de Deus”. A razão pela qual o mundo tem sentido é a convergência universal na pessoa de Jesus Cristo. Cada aspecto da criação aponta para a glória de Deus, desde a mais simples criatura aos seres mais complexos, desde as grandes descobertas tecnológicas ou científicas ao ápice do saber e do conhecimento, tudo revela a glória de Deus. Assim, todo triunfo acadêmico, glória das nações e conquista dos povos pertence a Deus. Sendo essas premissas verdadeiras, não é legítimo ao homem senão tributar a Deus a sua própria glória através de Jesus Cristo.
Em Cristo está a esperança para o futuro. Coloque essa verdade em sua mente e no seu coração a fim de encontrar a vida plena que Ele oferece, conforme declarou o profeta Jeremias: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3:21).
Rev. Jedeias de Almeida Duarte
Capelão Universitário
