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Família - A Melhor Dádiva - Nº 144 - Maio 2006

Para pensar a família não faltam assuntos. Uma consulta ao Google encontram-se dezesseis milhões de páginas sobre o tema. Isto nos indica que todos, ou quase todos, temos fortes convicções de que esta instituição é de suma importância para a realização do ser humano. Tal se confirma nas Escrituras ao fazer referência à família desde o primeiro livro (Gênesis) até o último (Apocalipse). Todavia, a diluição de conceitos básicos impede de se encontrar respostas adequadas aos muitos questionamentos contra essa instituição divina. Ser parte de uma família bem ajustada é o maior bem que se possui em casa todos os dias.

 
Sabemos ser instintivo ao ser humano querer ser melhor a cada novo dia. Isto está na proposta de Jesus: “...eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (NVI). Resta penetrarmos o pensamento do Mestre para entendermos o seu conceito de vida plena, pois, nascemos não para estacionar e nem para retroagir em certos estágios da existência. Queremos crescer e experimentar o melhor que ela tem para nós. O que Dan Kiley defende como a “Síndrome de Peter Pan” focaliza isto dentro de uma tensão existencial: o menino querendo ser adulto para curtir a liberdade do adulto, mas ao tornar-se homem feito deseja ser criança para experimentar os privilégios da infância e adolescência. Esta crise de identidade ajuda-nos compreender muito da conturbação estrutural da família de hoje. Muito mais que ouvir e repetir a pergunta - para onde vai a família?, urge buscarmos uma resposta que oriente um futuro confiável para evitar o seu completo naufrágio. Para isto não basta recorrer ao padeiro que vende o pão, mas irmos até àquele que oferece de graça o pão da vida. É Jesus.


Devemos reconhecer que forças da mídia, do mercado e a ausência da educação familiar centrada numa estrutura estável exercem pressão sobre os filhos despertando neles desejos inadequados ou desvirtuados que são absorvidos com a inadvertência ou displicência dos pais-educadores. Ouso dizer que é diferente para aqueles que conhecem a expressão bíblica de Davi nos Salmos 127. 1a: “Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção...” (NVI). É um princípio fundamental.

 
Em pesquisa feita por G. Bauer como “Consultor de Política Doméstica” para o seu governo constatou um agradável avanço na qualidade de vida material daquela geração (alimentação, moradia e vestuário), mas verificou um lamentável aumento da violência doméstica e social, como ele afirma: “... os jovens matam a si mesmo num ritmo assustador”. Olhando mais perto de nós, o quadro familiar não é diferente. É possível identificar aonde foi que erraram os pais daquela geração? Na agricultura aprendi que não basta escolher as melhores sementes, necessário se faz plantá-las adequadamente e zelar no processo do crescimento para, então, esperar os melhores frutos. Assim, cada semente produzirá o seu melhor fruto. “Quem ama, educa”, devemos concordar com esse tema do educador Içami Tiba.

 
No processo de construção de nossa casa, o tempo chamado hoje é a melhor oportunidade para se recorrer àquele que é o instituidor e construtor confiável, dando prioridade à sua participação na família para a construção dos valores de sustentação. Igualmente, importa dar prioridade à casa devotando-lhe tempo especial, carinho de sobra e sincero amor que tolera e se doa um ao outro. Todo esforço para aprimorar e cuidar desse tesouro valerá a pena. Aceitando esse desafio poderemos trabalhar para dias melhores.


Rev. Eldman Francklin Eler
Capelão Universitário