InstitucionalEducação BásicaUniversitária
 
Imprimir a página Procura no Site Mapa do Site
Campus Campinas
Campus Higienópolis
Culto Mensal
Atividades
Cartas de Princípios
Disque-paz
Encontros
Eventos
DVDs
Mensagens
Missão
Visão
Textos dos Boletins
Videos
Campus Alphaville
Selecione a unidade:
Matrícula:
Senha:
Felicidade: Termômetro do Ser - Nº 131 - Fevereiro 2005

Desejar felicidade uns aos outros ocupou, talvez, o maior espaço de nossos diálogos nesses dois últimos meses. Todos desejam ser feliz e não poucos estão se submetendo a processos de dietas alimentares, tratamentos corporais, administração de processos emocionais, a fim de se sentirem mais felizes e de bem com a vida. 
    

Por isso é bom considerar se tais artifícios são apenas determinantes de um estado físico-emocional ou espiritual temporário. O Dr. Martin Seligman, professor da Universidade de Pensilvânia-EEUU, após anos de dedicação profissional decidiu mudar o foco de suas pesquisas. Em lugar de estudar a depressão, a neurose escolheu buscar compreender "as raízes da felicidade" (Veja, 10.03.04, 11). Esse psicólogo concorda que a "conquista de felicidade seja um exercício diário" (op. cit., 11), para ser constante e consistente. 
     

Ser feliz pode constituir-se num estado emocional efêmero resultante de certos condicionamentos como comer chocolate, curtir o churrasco com amigos, ir às compras no shopping, etc. Esta felicidade existe, mas é passageira. Reportemos à palavra de Salomão em Provérbios 3. 13: "Feliz a pessoa que acha sabedoria e a pessoa que adquire conhecimento". Observe inicialmente que sabedoria é algo mais que conhecimento, por estar sempre ligada à compreensão e prática das coisas com prudência e equilíbrio. Ela não pode ser medida nem manipulada e, conforme Salomão, essa sabedoria pressupõe a obediência a Deus. "Para ser sábio é preciso primeiro conhecer a Deus" (Provérbios 1.7). 
     

A felicidade efêmera é simples e calculável, porém, ser feliz como estado d´alma na experiência existencial e espiritual é processo complexo que exige pressupostos de vida. Dentre esses pressupostos destaco primeiramente a fé em Deus que se nos abre ao projeto de vida revelado em Jesus Cristo. Ela abre o coração para o conhecimento do Criador e para o autoconhecimento, revelando as fraquezas e dependências, propiciando, assim, desenvolver mais o espírito de tolerância. O apóstolo Paulo testifica isso ao dizer: "Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação" (Filipenses 4.12-NVI). Sua intransigência irritante foi transformada em tolerância enriquecedora da vida social e espiritual. A pessoa feliz vive mais e com maior intensidade. Sua alma está sempre disposta a ouvir Deus e se relacionar com o outro, sendo, por isso, mais querida pelos outros. 
     

Outro ingrediente igualmente importante é a esperança. Considere, ainda, o que diz Salomão: "A esperança que se adia faz adoecer o coração" (Provérbios 13.12). Um coração doente não experimenta felicidade. Para definir o conceito de felicidade consistente, carece de sabedoria para selecionar os desejos construtivos e relevantes. M. Seligman declara: "A relação direta entre fé religiosa e esperança no futuro acaba por afugentar o desespero e aumentar a felicidade" (op. cit, 13). Mas, não se pode iludir com o efêmero. O "Jovem rico", mencionado em Marcos 10, tinha muito dinheiro, Marilyn Monroe tinha muita beleza física, e Elis Regina, grande talento musical, contudo, deixaram testemunho de que não eram felizes. Faltou-lhes sabedoria na seleção de desejos fundamentais. Incentivo você a uma leitura das "Bem-aventuranças" de Jesus em Mateus cinco. Observe, entretanto, que Jesus não se detém a trabalhar as neuroses, a depressão, o pecado, mas, ensinar o caminho que conduz à felicidade, os traços positivos e construtivos para uma vida de equilíbrio e valiosa. Feliz o que acha essa sabedoria.

Rev. Eldman F. Eler
Capelão Universitário