"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Mt 1.21
Estamos às vésperas de mais um final de ano e, consequentemente, de mais um natal. Quem sabe não será este o momento para revermos nossas posições, conceitos e valores que temos tomados e vividos como se fosse lei absoluta.
Natal deveria ser um tempo de oportunidade, de reflexão, de análise e de revisão. Deveria ser um dia de balanço, de fechamento de conta. Uma pausa para se refletir sobre tudo o que aconteceu ou não aconteceu no ano que está terminando.
Vivemos dias difíceis. Dias de incertezas na política, de catástrofes naturais, de epidemias mundiais. Dias em que estamos clamando por salvação, por esperança e por soluções.
É interessante notar o quanto é fácil deixar enganar-se por novas lideranças, por promessas de políticos e de falsos profetas que se dizem interessados em nossas causas, apresentando sempre soluções medíocres, mas que aparentam ser as melhores possíveis.
Por outro lado há uma dificuldade enorme em se aceitar a ajuda do verdadeiro Deus. Aceitar a ajuda daquele que se fez carne na pessoa de Cristo, veio a este mundo, assumiu sobre si os nossos próprios pecados e os pagou na cruz do calvário. Isso é tão estranho aos ouvidos humanos ao ponto de Paulo afirmar que a mensagem da cruz é: “Escândalo para os judeus, loucura para os gentios”.
Talvez muitos possam estar indagando: – “Mas o que Natal tem a ver com cruz?”. Do ponto de vista secular; talvez nada, porém à luz do verdadeiro cristianismo; tudo. O texto de Mateus 1.26 afirma que o infante que estava para nascer seria o salvador do seu povo. Bem, a Bíblia afirma que não há remissão de pecados sem derramamento de sangue.
Sem cruz não haveria salvação e sem Natal não haveria cruz, pois Cristo veio a este mundo, encarnou-se, tornou-se homem, viveu e cresceu para poder caminhar até a cruz e dar a sua vida como resgate em nosso lugar, contudo, como já afirmou o profeta, “Quem creu em nossa pregação?”.
Os homens preferem crer na promessa dos falsos cristos, aceitam as teses dos grandes filósofos; por mais absurdas que sejam, preferem crer num “super-homem”, um homem que vem do futuro e que é visto e crido como o verdadeiro redentor; nas palavras do próprio Nietzsche: “Esse homem do futuro, que nos redimirá, tanto do ideal até agora, quanto daquilo que teve de crescer dele, do grande nojo, da vontade do nada, do niilismo, esse bater de sino do meio-dia e da grande decisão, que torna a vontade outra vez livre, que devolve à terra seu alvo e ao homem sua esperança, esse anticristo e antiniilista, esse vencedor de Deus e do nata – ele tem de vir um dia...”.
Natal é a grande oportunidade que mais uma vez temos, pois estamos ainda vivos, para olhar não para o futuro, mas para o passado e encontrarmos o verdadeiro Cristo; o Filho de Deus que tira o pecado do mundo.