Surge o “Ano Novo”. Tudo novo, tudo diferente. Não! A continuidade da história revela, apenas, novas experiências, novas maneiras de se querer fazer as mesmas coisas. A mesma República com Presidente novo, os mesmos ministérios com líderes novos. Então, o que desejamos seja novo ou mudado? Precisamos entender o que recomenda o Apóstolo Paulo: “e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...”. (Romanos 12.2).
Precisamos de novas atitudes, novas vontades políticas, sociais, éticas, etc. Portanto, mudar os homens não é o mais importante, mas sim buscar líderes que tenham novas mentes e vontades que se tornam possíveis, mediante a transformação da mente e do coração na relação com o Criador. A relação de fé com o Criador de todas as coisas, inclusive do Brasil, é a melhor motivação que podemos ter para mudanças na direção correta e legítima. Esta fé na perspectiva cristã tem sido definida como “coragem de ser”.
Isto significa a coragem de viver, de testemunhar os valores aprendidos do Evangelho, de planejar e agir com a finalidade de operar transformação, de crescer na integridade da vida, na continuidade das constantes variações, desfrutando das bênçãos e tendo a esperança daquilo que nos inspira a ser melhores cidadãos e a fazer nosso mundo um lugar melhor para se viver.
Precisamos crer na ação de uma força maior, que está acima de nossas possibilidades e condições, acima dos poderes da natureza, sejam os astros, as criaturas animadas ou inanimadas, sejam as imagens que resultam da imaginação criativa do homem. Precisamos crer no Deus que age, porque tem poder para fazê-lo, e o faz com justiça e com amor.
Necessitamos nos esforçar com a Igreja, aqui me refiro acima das variantes denominacionais, pensando na “eklesia” que reúne todo o povo de Deus e repensando todo o idealismo cristão que confronte a Revelação de Deus com a compreensão do mundo, pois isto pode nos tornar pertinentes para o momento histórico de nossa cidadania. Paulo, em Romanos 12. 2 indica a necessidade de se transformar pela renovação da mente, “... para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Ora, sendo a Igreja = corpo de Cristo, não a escrava, mas a guardiã da nação, ela deve agir como ouvindo a Deus e agindo como Ele deseja. O conhecimento de Deus tem sido reduzido acentuadamente a um sentimento e a uma experiência, que limita e confunde a ação do cristão no exercício da cidadania. A graça de Deus nos prende a Ele, mas o amor de Cristo nos constrange e desafia a sermos agentes de mudanças. Usando a expressão do Pastor R. Barbosa: “A vida cristã não é um processo de ajuste aos valores sociais dominantes, mas um caminho que envolve crise e transformação, onde a tensão entre a Palavra de Deus e o mundo, estarão sempre presentes”. Somos desafiados a fazer diferença renovadora.
Portanto, as perspectiva de um “Ano Novo”, como desejamos a tantos amigos e familiares, um novo governo, um novo tempo de oportunidades, deve constituir-se num desafio para renovarmos a nós primeiramente, a partir do conhecimento e da experiência daquele que nos criou e nos redimiu mediante o sacrifício do seu Filho – Jesus Cristo.
Desejamos a toda família mackenzista um “Ano Novo” em que a renovação de vidas resulte na renovação de um povo. |