Embora reconheçamos a existência de muitos especialistas advertindo-nos para os males causados pela ansiedade, inclusive como causadora de depressão e stress, há muito tempo atrás Cristo já alertava os seus discípulos a respeito desse mal e seus desdobramentos na existência humana.
Para o mestre Jesus a ansiedade é uma enorme divisão interna no ser humano, produtora de preocupações demasiadas com o que ainda não aconteceu e nem tão pouco se pode prever. Para tanto, o uso consciente de Mateus 6:24: “ninguém pode servir a dois senhores”, pois, o desacerto nas escolhas do cotidiano, pode trazer prejuízos muito grandes à vida, inclusive à saúde.
Por outro lado, não podemos entender nas palavras bíblicas, quaisquer indicações de comodidade, posto que a ausência de ansiedade não é isenção de responsabilidades assumidas no decorrer de nossas atividades cotidianas no trabalho, na família. Não ser ansioso traduz-se em não permitir quaisquer comodismos, nem tão pouco, transferências de responsabilidades que são apenas nossas, do tipo: “o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”.
Assim, devemos entender a ansiedade como injustificável, nas palavras de Jesus.
Quando permitimos que o nosso potencial presente (vontade, atitude, emoção, criatividade etc.), se instale apenas nas “expectativas do futuro”, e se direcione tão somente às coisas (ter em detrimento do ser), deixamos de perceber o cuidado providencial de Deus no dia a dia da nossa vida. Em outras palavras, ao projetarmo-nos sem limites para o amanhã, esquecemo-nos de que Deus está suprindo as nossas necessidades hoje e, às vezes, sequer paramos para agradecê-lo. Por isso Ele nos adverte chamando-nos de gentios, pois eles: ”é que procuram todas estas coisas”. E acrescenta: “homens de pequena fé”. Daí as Suas recomendações para observarmos atentamente as aves do céu e os lírios do campo.
Se o criador é capaz de cuidar de suas criaturas, não protegeria muito mais os que foram criados à sua imagem e semelhança?
A ansiedade também é injustificável porque contraria a vontade maior de Deus para as nossas vidas: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça”. Somos cooperadores do Reino aqui na terra e nosso compromisso consiste em obedecer a Cristo e servir ao próximo. Qualquer alteração no curso dessa caminhada nos tornará desobedientes, pois não cumpriremos com a nossa vocação. Sobretudo, ansiosos, buscaremos no acúmulo dos bens o “sentido último de nossas vidas”.
É preciso que Deus corrija essa área tão frágil de nossa humanidade e sintamos de uma vez por todas a sua bendita proteção!