CONSIDERAÇÕES SOBRE O PÚLPITO E A DOUTRINA: RESGATANDO A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO DOUTRINÁRIA
Valdeci dos Santos*
RESUMO
Observa-se uma crescente tendência em meio ao evangelicalismo contemporâneo que é, no mínimo, perturbadora. Trata-se de uma rejeição da pregação doutrinária. No mundo pós-moderno, em que a própria essência e relevância da verdade são contestadas, os membros das igrejas também parecem ter perdido o interesse pelas verdades doutrinárias anunciadas pelo pregador. Analisando as Escrituras descobre-se que a negligência doutrinária não é uma prerrogativa apenas da igreja atual. O que parece agravar a crise na pregação da igreja contemporânea é a percepção de que tal indiferença doutrinária é, vez por outra, alimentada pela prórpia liderança eclesiástica, especialmente por aqueles que fazem uso do instrumento central da docência na igreja: o púlpito. Neste processo, nem os líderes nem os seus liderados parecem atentar para a gravidade e o preço dessa negligência. O objetivo deste artigo é considerar a importância do púlpito com instrumento de doutrinação da igreja, à luz do testemunho histórico, de algumas considerações teológicas e de avaliações práticas. Ao mesmo tempo, este estudo enfatiza que, devido à sua natureza como instrumento pedagógico, qualquer ensino a partir do púlpito da igreja é, em si, doutrinário. Ao final, serão oferecidas algumas sugestões para o desenvolvimento de uma pregação doutrinária que seja bíblica e relevante ao contexto presente.
PALAVRA-CHAVE
Púlpito, pregação, doutrinas, pregador, ministério pastoral, ensino, história da pregação, reflexão teológica e considerações práticas.
*O autor é ministro presbiteriano com mestrado em Teologia Sistemática (Th.M.) e doutorado em Estudos Interculturais (Ph.D) pelo Reformed Theological Sminary, Jackson, Mississipi, EUA. É pastor da igreja Evangélica Suiça de São Paulo, professor de teologia sistemática e teologia prática no CPAJ e coordenador do programa de Doutorado em Ministério (D.Min.) do CPAJ/RTS.
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