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Calvino e os Calvinistas da Pós-ReformaHeber Carlos de Campos Junior

 

*RESUMO

Em livros de história do pensamento cristão, é comum a tese de que os “calvinistas” distorceram a teologia de João Calvino. Dentre outros argumentos, ela se respalda no rearranjo de doutrinas que gera um determinismo, no aparente subjetivismo puritano quanto à doutrina da segurança do crente, na condicionalidade dentro do pacto da graça como estranha a Calvino e na afirmação de que o escolasticismo protestante produziu uma teologia árida e rígida. Esses argumentos, embora alvos de críticas revisionistas, ainda são veiculados em livros-texto no Brasil. Eles contribuem para uma imagem negativa do período da Pós-Reforma. Pesquisas mais recentes têm feito uma reavaliação do período, respondendo a cada um dos argumentos mencionados acima e transmitindo uma imagem mais abalizada da teologia reformada do século 17. Para que se aprecie a teologia da Pós-Reforma, é necessário abandonar a idéia de Calvino como o único ponto de referência de ortodoxia e compreender o aspecto de continuidade entre Calvino e os reformados posteriores, além do desenvolvimento que estes trouxeram à tradição reformada.

 

Palavras-chave

João Calvino; Puritanismo; Pós-Reforma; Escolasticismo protestante; Expiação limitada; Certeza da salvação; Obediência ativa de Cristo; Pacto das obras.

* O autor é ministro presbiteriano. Obteve o grau de doutorado em teologia histórica no Calvin Theological Seminary, em Grand Rapids, Michigan. É capelão da Universidade Presbiteriana Mackenzie e leciona no Seminário Presbiteriano de Campinas e no Seminário Rev. José Manoel da Conceição, em São Paulo. É professor visitante no CPAJ.

 

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