Frutificando em Todo Tempo

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Capela José Manuel da Conceição - Unidade São Paulo
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O escritor Caio Fábio afirmou de forma categórica: "A vida humana é feita de motivos, de desafios, de referenciais e de projetos distintos e variados." Vendo a vida nesta perspectiva, cremos que o grande desafio é frutificarmos em todo o tempo e em todo o lugar, investindo num projeto de vida onde o alvo não seja o sermos servidos, mas o servir. Devemos buscar ser úteis naquilo que fazemos e naquilo que realizamos.
Precisamos entender que dar fruto, ser útil, servir de forma proveitosa, não é um projeto para o amanhã, para o depois, mas sim para o já, para o agora, para o hoje. Não podemos deixar as coisas para depois, para a sobra dos nossos dias, para quando os reumatismos da velhice chegarem. Não podemos fazer do nosso trabalho apenas uma terapia psicológica para aliviar a culpa do desperdício da nossa própria existência.
Devemos ser movidos pela paixão, por um amor profundo e comprometido, como afirmou, o Presidente da Ethix Corp, Stephen Gregg: “As pessoas não seguem líderes descompromissados. O comprometimento pode ser demonstrado de várias formas, inclusive pelo número de horas que você quer investir no trabalho, pelo seu esforço em melhorar suas habilidades, ou o que você faz em favor de seus colegas de trabalho à custa de sacrifício pessoal”.
Necessitamos de alvos claros e estabelecidos e razões sérias e abençoadoras, pois não podemos viver um projeto de vida baseado no egoísmo, ensimesmado, vazio de conteúdo, sem referenciais objetivos e sem utilidade.
Para que nós existimos? Para que serve a nossa vida? O que é que estamos fazendo aqui neste planeta Terra? Não podemos nos deixar prender por alvos e ideais que nos acorrentem a um projeto de vida medíocre e banal.
Cremos que fomos chamados a viver uma existência que tenha significados, que possa gerar desafios e produzir expectativas positivas na vida daqueles com os quais convivemos. Não podemos permitir uma existência fortuita, casual, que vai sendo levada pelo fluxo e pela maré da história. Não devemos nos tornar marionetes de um sistema capitalista e consumista, que nos obriga a vivermos segundo os seus valores. O projeto da nossa existência deve ser transformador, restaurador, curador de almas, fruto de uma alma incandescente, pois como afirmou o Marechal-de-campo Ferdinand Foch: “A arma mais poderosa da terra é a alma humana ardente”.
Cremos que a vida só tem sentido quando nos dispomos a nadar contra a correnteza da própria existência e pagar o preço de sermos diferentes e de termos o nosso próprio projeto. Que ele não seja outro a não ser o fato de estarmos frutificando em todo o tempo, em todas as circunstâncias e em todos os lugares onde formos colocados, pois sendo assim estaremos praticando a máxima de Johann von Schiller, que afirmou: "Aquele que deu o melhor de si para sua própria época viveu para todas as épocas."
Que nada seja mais importante e ganhe mais destaque na agenda da nossa existência, do que o fato de sermos úteis e vivermos para produzir frutos. Pois se vivemos para o nosso comodismo, para o nosso egoísmo, para construirmos o nosso pequeno feudo, o nosso pequeno mundinho, sem nos importarmos em estar transformando o mundo onde vivemos, vivendo uma vida apática e sem significados, o máximo que pode nos acontecer, é terminarmos os nossos dias tranqüilos e abastados. Contudo, tudo isso não nos servirá de nada, sem a consciência de que fomos úteis, tivemos projetos ousados e deixamos marcas indeléveis na história da qual fizemos parte. Pois como bem afirmou o Pastor Peter Marshall: “A medida da vida não é a duração, mas a doação”.
Carlos Henrique
