História
A Extensão Universitária
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Biblioteca George Alexander - Campus São Paulo
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A extensão universitária é definida, no Plano Nacional de Extensão 1991-2001, como “prática acadêmica que interliga a Universidade nas suas atividades de ensino e pesquisa com as demandas da população”. Isso sugere que a formação profissional só será completa com a aplicação do produto da aprendizagem na sociedade e permite supor que a extensão universitária é fundamental para diminuir as desigualdades sociais existentes, por ser uma associação de processo educativo com as ações culturais e científicas aplicadas à realidade encontrada.
Pode-se observar que definir extensão universitária, apesar de parecer estranho, é tarefa difícil. Tem sido apresentada como parte de um tripé de ações próprias das universidades, onde o ensino e a pesquisa são as outras partes. De qualquer modo, é uma das práticas acadêmicas com potencial para interpretar, na universidade, as demandas que a sociedade impõe, uma vez que permite socializar o conhecimento e promover o “diálogo” entre o saber científico e o saber popular na busca de uma sociedade que traga mais dignidade e solidariedade à vida das pessoas.
Observa-se que a importância da educação superior é tratada dentro da limitação daquilo que a sociedade anseia das instituições e o que estas realizam. Isto conduz à necessidade de freqüente comunicação de ida e volta entre a sociedade e a universidade. Somente por esse caminho será possível estabelecer o “diálogo” essencial entre as partes interessadas. Assim chega-se à importância da universidade, efetivamente, no atendimento da sociedade no mais profundo de suas virtudes, buscando tratar de todos os tipos de problemas por meio de ações de interdisciplinaridade.
Essa visão de ação conjunta entre a sociedade e a universidade, em verdadeiro trabalho de rede, mostra que o envolvimento é também político, ou seja, cria a ação coletiva e participativa, que é de fundamental importância para a construção de novas atitudes, aproximando, cada vez mais, as partes interessadas, que se tornam parceiras e, por isso, eficientes.
Em trabalho recente de aplicação, observou-se que a extensão universitária, nessa relação com a sociedade, mostrou o envolvimento das partes com a aprendizagem, envolvendo os dois lados da relação e construindo o conhecimento com base na realidade vivida.
Dessa forma, entendem-se as palavras de Botomé, 1997, quando ele diz que é importante para o desenvolvimento da universidade fazer com que a extensão deixe de ser uma atividade à parte da produção do conhecimento e do trabalho de construir acesso a esse conhecimento, exprimindo inter-relação que, se bem definida, clara e honestamente, pode modificar, progressivamente, a ambos.
Admitindo a interdependência das partes admite-se sua indissociabilidade, já que a produção do conhecimento gera a matéria prima para fazer o ensino de acordo com as exigências da realidade social, ou seja, a universidade é, claramente, produto do tripé ensino, pesquisa e extensão. Isso não é novidade, já que a Constituição de 1988 preconiza essa indissociabilidade e a Lei nº. 9.394/96, define que a educação superior tem, entre outras finalidades, a de “promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas pela instituição” – Inciso VII do artigo 43 – e que “a educação superior abrangerá cursos e programas, entre os quais, os de extensão, abertos a candidatos de acordo com requisitos da instituição” – inciso IV do artigo 44.
FONTE; Ronzelli, Pedro Junior. São Paulo,2003