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Empresa Júnior de Biologia

Ciência, Biologia e Atualidades

Nesta seção você encontra notícias e novidades sobre biotecnologia.

Tecnologia de robô marciano será usada para detectar poluição na Terra


Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/06/2009

Criado para detectar moléculas orgânicas, que podem indicar a presença de vida extraterrestre, o equipamento foi adaptado para localizar um tipo de poluição causadora de câncer.[Imagem: Univ.Berkeley]

Um aparelho criado para procurar vida extraterrestre em outros planetas está se mostrando um instrumento valioso na busca por poluentes na atmosfera aqui da Terra.
O objetivo do MOA (Mars Organic Analyzer - Analisador Orgânico de Marte) é encontrar moléculas orgânicas. Ele foi construído para equipar os robôs exploradores do planeta vermelho.
Em outros planetas, a concentração de moléculas orgânicas pode fornecer informações valiosas sobre as condições ambientais e a existência de vida.
Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos
Aqui na Terra, contudo, nem todas as moléculas orgânicas são bem-vindas. Aquelas que atendem pela sigla PAH, por exemplo, representam poluição do pior tipo. PAH é a sigla de Polycyclic Aromatic Hydrocarbons
Presentes na fumaça de cigarros, na fumaça emitida pela queima de madeira, na cinza vulcânica e em várias outras fontes, apesar do seu nome, os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos são moléculas potencialmente cancerígenas.
Detector de poluição
A equipe do professor Richard A. Mathies, da Universidade da Califórnia, construiu uma versão modificada do MOA, que é capaz de detectar as moléculas PAH.
As tecnologias atuais para detecção desse perigoso tipo de poluição são caras e demoram a apresentar o resultado das análises.
O novo aparelho, que é portátil, foi testado em um lago e em uma fonte hidrotermal, ambos na Califórnia, e no Deserto de Atacama, no Chile, um dos lugares mais secos da Terra e frequentemente utilizado pela NASA para testar tecnologias para uso em Marte e na Lua.
Melhorando a tecnologia espacial
Os resultados mostraram que a tecnologia espacial funciona muito bem aqui na Terra também. Os resultados do MOA terrestre são equivalentes aos obtidos com os mais precisos exames feitos em laboratório.
Além de criar uma nova ferramenta de monitoramento ambiental, sobretudo em locais contaminados, a pesquisa teve um resultado paralelo interessante: os cientistas descobriram como melhorar o MOA original, produzindo uma nova versão do aparelho para uso no espaço que é mais precisa do que a versão anterior.
Bibliografia:

Polycyclic Aromatic Hydrocarbon Analysis with the Mars Organic Analyzer Microchip Capillary Electrophoresis System.
Amanda M. Stockton, Thomas N. Chiesl, James R. Scherer, Richard A. Mathie
Analytical Chemistry
2009
Vol.: 81 (2): 790
DOI: 10.1021/ac802033u
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnologia-robo-marciano-detectar-poluicao-na-terra&id=010125090601

Biochip simula metabolismo de medicamentos no corpo humano


Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/06/2009

Fotografia e diagrama do biochip, mostrando os microcanais e entrada e saída dos fluidos, o canal principal em formato de W e os diversos eletrodos, usados para o controle das reações e para o envio dos resultados para o exterior do chip

Em mais um avanço tecnológico que reforça a tendência de substituição dos testes de medicamentos em animais por outras técnicas mais avançadas, mais seguras e menos controversas, pesquisadores da Universidade de Twente, na Holanda, desenvolveram um biochip que simula os efeitos de compostos químicos sobre o organismo humano.

Célula eletroquímica

O chip contém uma minúscula célula eletroquímica, um compartimento em cujo interior as reações químicas que acontecem no corpo humano podem ser simuladas de forma rápida e controlada.

O canal principal do biochip, que leva os compostos químicos a serem analisados para o interior da célula eletroquímica, tem uma capacidade volumétrica de apenas 9,6 nanolitros - um nanolitro equivale a um bilionésimo de litro.

A célula no interior do biochip é cerca de 1.000 vezes menor do que as células eletroquímicas já existentes. Esta é a sua grande vantagem, porque ela permite a avaliação dos novos compostos químicos em quantidades muito pequenas. O desenvolvimento de medicamentos geralmente trabalha com a sintetização de novas moléculas, o que torna esses materiais difíceis de fabricar e extremamente caros.

Quando o composto químico candidato a medicamento é inserido no interior desse canal, ele oxida, formando vários constituintes. As reações químicas na célula podem ser controladas alterando-se a tensão aplicada a eletrodos construídos em seu interior, feitos com a mesma tecnologia usada para criar os fios que unem os transistores no interior de um chip eletrônico.

Droga contra a malária

Os primeiros testes do novo biochip foram feitos com um medicamento que está sendo desenvolvido para combater a malária, a amodiaquina.

Segundo Mathieu Odijk, o criador do novo microlaboratório, os resultados das reações que ocorrem no interior do biochip são capturados por eletrodos e levados até os equipamentos onde as medições e avaliações são feitas.

Modelos eletrônicos para testes de medicamentos

Neste estágio de protótipo, o biochip é conectado a um cromatógrafo e a um espectrômetro de massa externos. O pesquisador afirma que o próximo passo é integrar tudo em um equipamento único, uma espécie de "modelo eletrônico," uma referência aos modelos animais atualmente utilizados para testes de medicamentos.

Para conhecer outras pesquisas que trabalham no desenvolvimento de alternativas para o teste de fármacos e medicamentos, veja Estudante cria Complexo de Golgi artificial para pesquisa de novos medicamentos e Biochip pode ajudar a acabar com experiências em animais.

Bibliografia:

A microfluidic chip for electrochemical conversions in drug metabolism studies
M. Odijk, A. Baumann, W. Lohmann, F.T.G. van den Brink, W. Olthuis, U. Karst, A. van den Berg
http://www.rsc.org/Publishing/Journals/lc/
Vol.: 9, 1687-1693
DOI: 10.1039/b822962g

Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php

Biotecnologia transforma açúcar em acrílico

Biotecnologia transforma açúcar em acrílico
Redação do Site Inovação Tecnológica
14/01/2009
 
Açúcares, álcoois e ácidos graxos são materiais facilmente relacionáveis a áreas como nutrição e alimentação. Mas o Dr. Thore Rohwerder, da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, pretende colocar esses biomateriais na agenda da indústria de plásticos.

Plásticos biotecnológicos
Ele e sua equipe descobriram uma enzima que pode ser utilizada como um precursor biotecnológico - uma matéria-prima intermediária de origem biológica - para a fabricação do polimetil metacrilato, mais conhecido como acrílico.

Em comparação com os processos atuais adotados pela indústria química, a nova rota biotecnológica é muito mais ambientalmente benigna.

Descoberta revolucionária
A nova enzima, chamada mutase 2-hidroxi-isobutiril-CoA torna possível transformar uma estrutura linear de carbono C4 em uma estrutura precursora do acrílico. Hoje a indústria utiliza compostos derivados do petróleo.

Mas o aspecto realmente revolucionário da descoberta é que a nova enzima, integrada metabolicamente em microorganismos apropriados, pode também transformar açúcares e outros compostos naturais nesse composto intermediário necessário à produção do acrílico e outros tipos de plásticos.

Até hoje, a única forma de produzir esses compostos precursores era através de processos puramente químicos baseados em matérias-primas petroquímicas.

Planta piloto
Os pesquisadores esperam conquistar uma fatia de pelo menos 10 por cento da produção mundial de acrílico, estimado em 3 milhões de toneladas anuais. Antes disso, porém, eles terão que adaptar o processo biotecnológico, levando-o do laboratório para a escala industrial. Uma planta piloto foi montada para essa tarefa, e o trabalho deverá estar concluído em cerca de três anos.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=biotecnologia-usa-acucar-para-produzir-acrilico&id=010160090114

Plásticos poderão crescer em árvores

Plásticos poderão crescer em árvores
Redação do Site Inovação Tecnológica
18/02/2009
 
Milhões de toneladas de material plástico são jogados anualmente em aterros ou diretamente no meio ambiente todos os anos. O problema seria bem menor se os plásticos fossem biodegradáveis e não demorassem tanto tempo para se decompor.

Plásticos que dão em plantas
É justamente isso o que promete uma nova pesquisa feita na Universidade de Missouri, nos Estados Unidos. Os pesquisadores sugerem que ao menos uma parte do plástico feito de derivados do petróleo poderá ser substituída por plásticos feitos a partir das plantas.

Quando finalmente descartado, ao final de sua vida útil, esse material não representará danos ao meio ambiente porque ele será totalmente reciclável ou, ainda que seja descartado, será biodegradável.

"Fazer plásticos a partir das plantas não é uma ideia nova," diz o pesquisador Brian Mooney. "Plásticos feitos de amido vegetal e de proteína de soja têm sido usados como uma alternativa ao plástico à base de petróleo há algum tempo. O que é relativamente novo - e entusiasmante - é a ideia de usar as plantas para realmente fazer o plástico crescer."

Polímero orgânico
Empregando uma série de modernas técnicas moleculares, os cientistas introduziram três enzimas bacterianas na planta Arabidopsis thaliana, um dos modelos vegetais mais utilizados pela ciência.

Quando se combinam com outras duas enzimas da própria planta, o resultado é a produção de um polímero orgânico conhecido como PHBV [poli(hidroxibutirato-co- hidroxivalerato)].

O PHBV é flexível e moldável, podendo ser utilizado na fabricação de um grande número de produtos, incluindo sacolas de supermercado, garrafas de refrigerantes e utensílios domésticos.

Quando descartado, o plástico vegetal é totalmente degradado em água e dióxido de carbono por bactérias presentes no solo.

Switchgrass
A chave para fazer com que a própria planta produza o plástico foi gerar espécimes geneticamente modificados, nos quais a produção de uma das enzimas da planta, precursoras do PHBV, foi migrada das mitocôndrias para o cloroplasto.

A tecnologia é promissora, mas ainda não está pronta para uso. O próximo passo da pesquisa é demonstrar que os compostos estáveis produzidos na planta-modelo também são produzidas em "plantas reais", como a switchgrass, uma gramínea de grande interesse para a produção de biomassa.

Bibliografia:
The second green revolution? Production of plant-based biodegradable plastics
B.P.Mooney
BJ Plant
11 February 2009
Vol.: 418 - pp 219-232
DOI: 10.1042/BJ20081769

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=plasticos-poderao-crescer-em-arvores&id=010160090218

Corrida pela Produtividade

 

Corrida pela produtividade
26/11/2008

Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Tecnologias e processos produtivos do etanol de segunda geração estão sendo estudados, mas isso não implica que devam substituir as de primeira geração, especialmente em países com muita disponibilidade de terras para o cultivo da cana-de-açúcar.

“Ainda temos muito a melhorar com relação à primeira geração de biocombustíveis no Brasil. Sabemos que as tecnologias de segunda geração são mais complexas e difíceis que as da primeira e, se hoje podemos produzir biocombustíveis usando tecnologias mais simples, por que deveríamos seguir o caminho mais complicado?”, questionou o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, na Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, na semana passada, em São Paulo.

O etanol de segunda geração, pesquisado em diferentes países, deverá ser produzido, no caso brasileiro, a partir da celulose presente no bagaço e na palha da cana-de-açúcar (tecnologia de lignocelulose), por meio da utilização de ácidos (hidrólise ácida) ou enzimas (hidrólise enzimática).

Brito Cruz, que participou do evento na sessão especial “O papel da pesquisa científica na área de biocombustíveis”, organizada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), falou sobre a importância da biologia molecular na atual corrida pelo ganho de produtividade da cultura da cana-de-açúcar.

“Apesar de o Brasil ser líder mundial em biocombustíveis, até o momento as usinas do país pouco aplicaram o conhecimento atual em genômica para desenvolver melhorias genéticas na cana. E temos muitas oportunidades para ganhar produtividade utilizando as novas descobertas que provêm da biologia molecular”, afirmou.

Ao mesmo tempo, as tecnologias da segunda geração dos biocombustíveis, quando estiverem estabelecidas, deverão permitir o aumento do número de países que serão produtores de sua própria energia. Mas, segundo Brito Cruz, elas não vão substituir a primeira geração. “As duas gerações deverão trabalhar em paralelo”, indicou.

O diretor científico da FAPESP apresentou à platéia do evento, que recebeu delegações de pesquisadores e representantes governamentais de 92 países, alguns programas da Fundação que apóiam projetos de pesquisa na área, como o Projeto Sucest, criado em 1999 e também conhecido como Projeto Genoma da Cana, que estabeleceu condições para o conhecimento de variações de expressão gênica em diferentes variedades de cana-de-açúcar.

O banco de dados do projeto, que envolveu mais de 200 pesquisadores de cerca de 40 instituições de ensino e pesquisa, reúne informações sobre o seqüenciamento de aproximadamente 240 mil fragmentos de genes (ESTs) da cana – ou etiquetas de seqüência expressa.

Brito Cruz também destacou o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que tem entre seus temas de pesquisa o aprofundamento dos aspectos funcionais da genômica de cana-de-açúcar. “Esses projetos estudam, por exemplo, alguns genes relativos ao conteúdo de sacarose na cana, o que pode tornar a produção nas usinas mais eficiente”, disse.

Segundo ele, os estudos apoiados pela FAPESP analisam também, por exemplo, como obter cana-de-açúcar mais resistente a secas, uma vez que a expansão do cultivo no Brasil também deverá ocorrer em áreas de pastagens com pouca disponibilidade de água.

“Muitos genes de interesse já foram mapeados e, em conjunto com a indústria, os pesquisadores acadêmicos deverão utilizar esse conhecimento para trazer melhorias genéticas à planta”, afirmou Brito Cruz.

Estufa reduzida

Tendo como base resultados de estudos recentes que utilizaram dados da produção de etanol de milho em Iowa e Nebraska, nos Estados Unidos, Richard Murphy, especialista em bioenergia do Imperial College London que também participou do debate, ressaltou, entre outras importantes questões sobre o futuro dos biocombustíveis, o enorme potencial ambiental do etanol.

“Trabalhos recentes mostram que o etanol permite uma redução de cerca de 50% nas emissões de gases que promovem o efeito estufa, em comparação aos gases emitidos com a utilização de combustíveis fósseis”, disse ele.

“Essa é uma grande mudança em relação às informações que a comunidade científica tinha há um ou dois anos, quando imaginávamos que essa redução girava em torno de 15% a 20%”, afirmou Murphy, que integra o grupo de trabalho do Plano de Pesquisa sobre Bioenergia do Reino Unido.
 
Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9768/especiais/corrida-pela-produtividade.htm

Equilíbrio Indesejável

 

Equilíbrio indesejável
25/11/2008

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Cerca de 20% da cobertura original da Amazônia já foi destruída. O desmatamento de mais 30% causará mudanças irreversíveis no bioma, extinguindo a parte oriental da floresta, de acordo com um novo modelo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O modelo, resultado da tese de doutorado defendida por Gilvan Sampaio, em março, no Inpe, foi apresentado pelo pesquisador, na semana passada, na Conferência Internacional Amazônia em Perspectiva, em Manaus. O estudo foi orientado por Carlos Afonso Nobre e Prakki Satyamurty, ambos pesquisadores do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). Nobre também é coordenador executivo do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais.

De acordo com Sampaio, o estudo analisou a situação do bioma em um intervalo de 24 anos e mostrou que, se o desmatamento chegar a 50% da área original da Amazônia, a região leste da floresta se transformará em savana. O Nordeste do país também sofrerá impactos importantes, com avanço acelerado da desertificação.

“Descobrimos que um desmatamento acima de 50% estabeleceria um novo estado de equilíbrio na Amazônia, dando ao bioma uma configuração irreversível. Essa cifra representa a transição para um ponto sem retorno”, disse Sampaio à Agência FAPESP.

A principal novidade do novo modelo, segundo ele, é articular cenários de clima e vegetação, ao contrário dos modelos convencionais, nos quais a vegetação não passa de um dado estático.

“É comum que se pense que a floresta, depois de cortada, vá se regenerar.

Mas o clima depende da vegetação tanto como ela depende do clima. Quando a vegetação é eliminada, a partir de um certo ponto, o clima também muda. Com isso, a situação anterior não volta mais”, explicou.

Outro engano comum, segundo Sampaio, é pensar que a savanização consistiria em transformar a floresta em cerrado. “O cerrado é um bioma muito rico em comparação com a savana. O resultado seria uma savana muito mais empobrecida. Com o desaparecimento da floresta no oriente da Amazônia, o processo de desertificação do Nordeste seria bastante acelerado”, disse.

No estudo, Sampaio utilizou cenários de mudanças climáticas e de mudanças no uso do solo considerando áreas de desflorestamento equivalentes a 20%, 40%, 50%, 60%, 80% e 100% da cobertura original da Amazônia. A simulação de desmatamento foi projetada para o futuro considerando que se mantenham as atuais tendências.

“Rodamos o modelo climático inserindo perturbações causadas pela mudança na vegetação. Para isso, utilizamos os cenários partindo de condições extremas. Se partirmos de 100% de cobertura, quando passamos de 40% já chegamos a outro estado de equilíbrio, com savanização do leste. Se partirmos do deserto total e adicionarmos florestas, o sistema chega a um estado de equilíbrio quando atingimos 50% de florestas. Ou seja, esse número está consolidado como o ponto de não-retorno”, afirmou.

Os resultados para a Amazônia oriental, onde se espera o maior nível de mudanças na cobertura do solo durante este século, mostram um aumento na temperatura próxima à superfície da floresta e queda nos índices de precipitação e evapotranspiração.

Sampaio afirma que uma das principais conclusões do estudo é que, para atingir o novo equilíbrio – com alterações irreversíveis – não importa a geografia do desmatamento. O que importa é a quantidade da área desmatada.

“Fizemos simulações randômicas e notamos que não há muita diferença em tirar do leste ou do oeste. O que faz diferença é a quantidade. Desmatando em qualquer lugar, o ponto de não-retorno era atingido quando chegávamos a cerca de 50%. Por outro lado, o leste, mais ameaçado, sofreria a maior parte das conseqüências. A floresta permaneceria no oeste mesmo no novo equilíbrio climático”, destacou.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9763/especiais/equilibrio-indesejavel.htm

Chave de Ouro

 

Chave de ouro
24/11/2008

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – A primeira fase do Programa Biota-FAPESP foi concluída e o produto final é o livro Diretrizes para Conservação e Restauração da Biodiversidade do Estado de São Paulo, que será lançado nesta segunda-feira (24/11), a partir das 16h30, no Instituto de Botânica, em São Paulo.

Edição conjunta da FAPESP e da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, a obra apresenta e discute os 27 mapas temáticos e os três mapas-síntese elaborados durante uma série de workshops que reuniu, no decorrer de 18 meses, cerca de 160 biólogos, agrônomos, engenheiros florestais e outros especialistas.

Os mapas permitem a definição de estratégias para a conservação da biodiversidade remanescente no território paulista e para a restauração dos corredores ecológicos interligando os fragmentos naturais na paisagem. De caráter institucional, o livro terá tiragem de 2,5 mil exemplares, que serão doados para universidades e instituições de pesquisa.

Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a obra é um excelente exemplo da aplicação da pesquisa científica em problemas urgentes do Estado de São Paulo.

"O Programa Biota-FAPESP demonstra como se pode criar boa ciência e atender a necessidades relevantes da sociedade. O livro testemunha essa conexão entre a ciência e sua aplicação. Mas o programa tem muitos outros resultados de impacto, como as legislações de zoneamento ambiental e de zoneamento para cana-de-açúcar recentemente anunciadas", disse à Agência FAPESP.

De acordo com o coordenador do Biota-FAPESP, Ricardo Ribeiro Rodrigues, que é professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), a construção do mapa de áreas prioritárias de conservação e restauração da biodiversidade se destinava a orientar políticas públicas – objetivo que vinha sendo cumprido mesmo antes da publicação do produto final.

"Já houve uma série de aplicações dos mapas produzidos pelo Biota, sustentando políticas públicas. A mais recente consistiu em fornecer à Secretaria de Agricultura uma ferramenta para o zoneamento agroambiental para o setor sucroalcooleiro, o primeiro adotado por um estado a partir de parâmetros hidrográficos, físicos, topográficos e climáticos", disse Rodrigues.

Em abril, uma resolução da Secretaria do Meio Ambiente determinou que a autorização para supressão de vegetação nativa em território paulista deverá se basear nas categorias de importância para a restauração definidas no mapa "Áreas Prioritárias para Incremento para Conectividade".

Em outubro de 2007, três mapas temáticos elaborados com dados científicos do Biota-FAPESP foram incorporados pela secretaria para subsidiar ações de planejamento, fiscalização e recuperação da biodiversidade.

Outro exemplo de aplicação ocorreu em setembro do mesmo ano, quando o Biota-FAPESP iniciou uma parceria com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, para desenvolver ferramentas que garantam a qualidade dos dados gerados pelos sistemas de monitoramento do sistema aquático paulista.

"Essas resoluções e indicações mostram que o programa está cumprindo seu papel e que os mapas estão sendo usados. Mas ainda não se trata de leis. De agora em diante, o objetivo é que a equipe do Biota-FAPESP atue de forma integrada com o estado na elaboração da legislação. A tendência, na próxima fase do programa, é aperfeiçoar essas análises, incluindo a questão da modelagem. Temos planos para a realização de um evento de reflexão sobre os dez anos do programa, no qual serão discutidos os rumos da segunda fase do Biota-FAPESP", disse Rodrigues.

Histórico do programa

Segundo o coordenador do Biota-FAPESP, um dos capítulos do livro agora lançado faz um levantamento das Unidades de Conservação no estado, incluindo as estaduais e municipais, em todas as categorias, formando um documento de referência para o poder público. Outro capítulo aborda os aspectos do ambiente físico paulista.

"Há ainda um capítulo que descreve todo o histórico do programa Biota-FAPESP – talvez o primeiro material publicado oficialmente sobre o programa – e capítulos temáticos, voltados para cada um dos grupos taxonômicos. Neles, o livro traz indicações sobre as lacunas do conhecimento, recomenda áreas para criação de Unidades de Conservação e aponta áreas prioritárias para conservação", explicou Rodrigues.

A obra inclui ainda um capítulo que reúne todos os dados dos capítulos temáticos associados aos parâmetros da paisagem, para formar três mapas-síntese.

"O primeiro indica mais de 25 áreas onde fragmentos florestais devem ser transformados em novas Unidades de Conservação de Proteção Integral por meio da desapropriação das áreas pelo poder público. O segundo orienta a proteção dos demais fragmentos naturais com o uso de estratégias legais envolvendo o setor privado. O terceiro identifica as regiões sobre as quais se quer incentivar estudos biológicos", disse.

O primeiro mapa-síntese trata das áreas importantes, determinadas a partir de dados biológicos, que tenham características suficientes para justificar a criação de Unidades de Conservação.

O segundo enfoca as lacunas do conhecimento, apontando as regiões menos conhecidas. "É um mapa orientador para institutos de pesquisa, universidades e agências financiadoras, criado a fim de incentivar o trabalho de conservação nessas regiões. Dentro do Biota-FAPESP, quando avaliamos um projeto e ele não trata dessas áreas, nós pedimos a inclusão. Os estudos da Secretaria do Meio Ambiente também são orientados por esse mapa", disse Rodrigues.

O terceiro mapa-síntese procura estabelecer uma política de conservação para os remanescentes da vegetação natural. "São 3,5 milhões de hectares de fragmentos naturais que não justificam a criação de Unidades de Conservação, mas são importantíssimos para a conservação da biodiversidade. Esse mapa aponta os indicadores de conectividade e permite que os órgãos licenciadores se orientem para aplicar estratégias que utilizem recursos da iniciativa privada como reserva legal", apontou.

Para Rodrigues, o principal diferencial da proposta em relação a outras iniciativas é que o programa só indica áreas prioritárias para conservação quando existem dados biológicos.

"Em iniciativas anteriores, só o conhecimento dos pesquisadores era utilizado. Mas o Biota-FAPESP optou por valorizar o uso da informação biológica. Até mesmo as Unidades de Conservação foram justificadas com dados biológicos", disse.

Lançamento

O livro Diretrizes para Conservação e Restauração do Estado de São Paulo será lançado no Instituto de Botânica, Jardim Botânico de São Paulo, às 16h30, com a presença do secretário estadual do Meio Ambiente, Francisco Graziano Neto, e do diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.

O Jardim Botânico está situado à Avenida Miguel Stéfano 3.031, Água Funda, São Paulo, São Paulo.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9755/especiais/chave-de-ouro.htm

Micróbio Misterioso Muda Teoria sobre Ciclos de Nitrogênio e Carbono


Micróbio misterioso muda teoria sobre ciclos de nitrogênio e carbono
Redação do Site Inovação Tecnológica

18/11/2008

Um microorganismo incomum e misterioso, descoberto no mar aberto, poderá forçar os cientistas a repensarem o atual entendimento sobre o ciclo do carbono e do nitrogênio nos ecossistemas marinhos.

Os cientistas ainda não conseguiram fazer com que esse micróbio misterioso se reproduzisse em laboratório, mas foi possível caracterizá-lo analisando seu material genético.

Microorganismo atípico

Segundo Jonathan Zehr, um dos autores da pesquisa, o microorganismo parece ser um "membro atípico" da família das cianobactérias, um grupo de bactérias capazes de fazer fotossíntese e que antigamente eram conhecidas como algas azuis-verdes.

Ao contrário das outras cianobactérias de vida livre, esta recém-descoberta não possui os genes necessários para fazer a fotossíntese, o processo pelo qual as plantas usam a energia da luz do Sol para fabricar açúcares a partir do dióxido de carbono e da água.

Fixação de nitrogênio

O micróbio misterioso, contudo, é capaz de desempenhar outro papel muito importante: ele fornece um fertilizante natural para os oceanos fixando o nitrogênio da atmosfera em uma forma utilizável por outros organismos.

Embora 80% da atmosfera da Terra seja nitrogênio, a maioria dos organismos não consegue utilizá-lo a menos que ele seja "fixado" a outros elementos para formar moléculas como amônia ou nitratos.

Como o nitrogênio é essencial a todas as formas de vida, sua fixação é um fator essencial no controle de toda a produtividade biológica também nos oceanos, onde o micróbio misterioso não apenas está presente, mas como é um dos mais abundantes fixadores de nitrogênio em muitas partes dos vários oceanos da Terra.

Aplicações em biotecnologia

O que mais está intrigando os pesquisadores é a "falta" de material genético comum às outras cianobactérias. "Nós estamos tentando entender como algo como isso pode viver e crescer com tantas partes ausentes," diz Zehr.

"Há múltiplas implicações. Ele deve ter um estilo de vida que é muito diferente das outras cianobactérias. Ecologicamente, é importante entender seu papel no ecossistema e como ele afeta o equilíbrio do carbono e do nitrogênio no oceano," diz Zehr.

Outro interesse dos cientistas na cultura em laboratório do novo microorganismo é descobrir se ele pode ter suas características utilizadas em aplicações biotecnológicas e industriais. A sintetização da amônia, fixando o nitrogênio atmosférico, é um dos mais importantes processos industriais da atualidade (veja 100 anos de síntese da amônia, a descoberta que mudou o mundo).

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=microbio-misterioso-muda-teoria-sobre-ciclos-de-nitrogenio-e-carbono-nos-oceanos&id=010125081118

Bionanotecnologia Exige Envolvimento do Público


Bionanotecnologia exige envolvimento do público
Redação do Site Inovação Tecnológica

22/10/2008

Um relatório que acaba de ser divulgado pela União Européia afirma que o público deve se engajar nas discussões sobre a bionanotecnologia, um campo emergente da ciência e da tecnologia que tem o potencial para transformar radicalmente a sociedade.

Potencial transformador da bionanotecnologia

Diversas pesquisas mostram que o público desconhece e, mais importante, teme o que está por vir, principalmente depois do lançamento de livros e documentários que divulgam o potencial transformador da bionanotecnologia.

O relatório, que combina comunicação científica com pesquisa em ética na bionanotecnologia, é resultado de uma série de encontros de trabalho entre cientistas de várias partes do mundo.

Questões sociais e éticas das pesquisas científicas

Seu objetivo principal é antecipar as questões sociais e éticas que serão fatalmente levantadas no decorrer do avanço das pesquisas científicas na área emergente da bionanotecnologia, permitindo que a sociedade se prepare e se antecipe aos problemas potenciais já vislumbrados antes que eles ocorram.

Os pesquisadores descobriram uma grande divergência na forma como as pesquisas em nanociências, nanotecnologia e biotecnologia estão sendo conduzidas nos diversos países. Na Europa, por exemplo, os chamados "aprimoramentos humanos" estão focados na medicina regenerativa e no combate às doenças neurodegenerativas.

Já nos Estados Unidos o interesse é basicamente militar, focando-se na criação de "soldados biônicos." O debate entre os norte-americanos também gira ao redor da natureza da condição humana e como nós podemos melhorá-la, em vez de simplesmente reparar nossos estados de saúde física e mental.

Medos da tecnologia

Os medos com respeito à bionanotecnologia parecem disseminados quando o assunto é tecnologia de nanoalimentos, normalmente associados aos alimentos geneticamente modificados. Também dominando as discussões estão certas idéias baseadas na ficção científica, como máquinas capazes de se auto-replicar, construindo outras iguais a elas mesmas.

A nanomedicina é vista sob um olhar muito mais favorável, principalmente avanços como o desenvolvimento de drogas inteligentes, sob o conceito conhecido como "drug delivery", para combate ao câncer.

Bate-papos sobre nanotecnologia

No Brasil, os avanços da bionanotecnologia e seu impacto sobre a sociedade são discutidos rotineiramente pelo projeto Renanosoma (Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente), financiado pelo CNPq. Sob a coordenação do Dr. Paulo Roberto Martins, o projeto patrocina bate-papos pela internet três vezes por semana.

Os bate-papos, que são abertos à participação de qualquer interessado, são baseados em entrevistas com renomados pesquisadores nas mais diversas áreas ligadas à nanotecnologia e à nanociência.

Os encontros virtuais ocorrem às segundas (19:00 horas), quartas (14 horas) e sextas-feiras (10 horas), sempre no endereço http://meebo.com/room/nanotecnologia.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bionanotecnologia-exige-envolvimento-do-publico&id=010165081022

Estudos Comprovam Impactos de Compostos Químicos sobre Animais


Estudos comprovam impactos de compostos químicos sobre animais
Yara Maria Rauh Muller e Evelise Maria Nazari

06/11/2008

"Não temos dúvidas sobre as vantagens de utilizar aparelhos de ar condicionado, geladeiras, automóveis ou até mesmo um simples copo plástico.

No entanto, tais benefícios podem estar vinculados a uma série de problemas ambientais que trazem sérias conseqüências para a saúde humana e para a manutenção dos ecossistemas".

O alerta é resultado do trabalho conjunto de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para estudo do impacto da radiação radiação ultravioleta B (UVB) e do bisfenol A em crustáceos.

Modelos animais

Na FURG, o efeito do bisfenol A tem sido avaliado no desenvolvimento de larvas de caranguejos pelo professor Pablo Elias Martinez, que trabalha em colaboração com a UFRJ. "Freqüentemente, os mamíferos são os modelos de estudo nessas investigações, devido a sua maior semelhança com os seres humanos.

No entanto, muitos dos efeitos desses compostos químicos podem ser melhor avaliados em outros grupos, como nos crustáceos, cujos sistemas orgânicos são estruturalmente menos complexos e ao mesmo tempo mantém um caráter conservativo de muitos mecanismos celulares e moleculares", explicam os pesquisadores.

De acordo com o grupo, esses animais habitam ambientes variados, como o terrestre, de água doce e salgada, além de suportar condições extremas de temperatura, o que os credencia como bons modelos de estudo, tanto em ambientes naturais, como em laboratório.

"Os crustáceos são um excelente modelo animal em pesquisas que investigam os efeitos de fatores ambientais sobre os organismos animais e suas conseqüências para o meio ambiente", destacam os professores. Os resultados, publicados em revistas científicas e apresentados em congressos, ressaltam a relevância da pesquisa, que evidencia em análises celulares e moleculares os efeitos deletérios dos clorofluorocarbonos e do bisfenol A.

Radiação ultravioleta B (UVB)

A radiação UVB, que não atinge naturalmente a superfície terrestre, vem sendo intensificada pela destruição da camada de ozônio por substâncias como os clorofluorocarbonos - compostos químicos liberados durante a utilização de sistemas de condicionamento de ar, compressores de geladeiras e alguns tipos de sprays.

Estas substâncias comprometem a função primordial da camada de ozônio, que é reter a passagem de alguns comprimentos de onda da radiação solar, entre elas a radiação ultravioleta B (UVB).

Bisfenol A

O bisfenol A faz parte da constituição de copos plásticos descartáveis e garrafas pet. Está também presente no revestimento de latas de conservas, de refrigerantes, de cervejas e até mesmo em mamadeiras.

Quando estes recipientes são aquecidos ou expostos a mudanças de pH, liberam o bisfenol A, que mimetiza ação de hormônios estrógenos, podendo provocar alterações hormonais capazes de comprometer órgãos como o cérebro, a próstata e as glândulas mamárias, ou provocar distúrbios durante a puberdade.

Marcadores moleculares

As pesquisas agora divulgadas evidenciam os efeitos da radiação UVB e do bisfenol A em camarões e caranguejos.

Os estudos são realizados através de metodologias que utilizam marcadores moleculares em diferentes tipos de células do sistema nervoso e visual destes crustáceos, especialmente células gliais, que com os neurônios participam das funções do sistema nervoso.

"Resultados obtidos no sistema visual de caranguejos adultos após a exposição à radiação ultravioleta mostram alterações nos fotorreceptores compatíveis com as alterações típicas de morte celular", descrevem as professoras Silvana Allodi, Nádia Miguel e a bióloga Inês Wajsenzon, da UFRJ.
De acordo com as pesquisadoras, algumas substâncias celulares que são ativadas e que podem causar morte celular foram avaliadas e o grupo agora pretende verificar se as células têm competência para ativar seus mecanismos de defesa e recuperar suas funções.

Alterações celulares e moleculares

Além de indivíduos adultos, são estudados ovos de crustáceos, em experimentos que simulam a incidência da radiação UVB nos ambientes naturais. Os resultados obtidos na UFSC e UFRJ (estudos desenvolvidos pelas professores Yara M. R. Müller, Dib Ammar, Evelise Nazari e Silvana Allodi) evidenciam alterações celulares e moleculares produzidas pela radiação no desenvolvimento embrionário de camarões de água doce.

"Interessante também é notar que na natureza foram coletados animais que apresentavam alterações similares ao observado após exposição à radiação no laboratório, o que sugere que a dinâmica dos ecossistemas já esteja sendo afetada pelas condições atuais de radiação solar", avaliam as equipes

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=estudos-comprovam-impactos-de-compostos-quimicos-sobre-animais&id=010125081106




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