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O DILEMA DO MÉTODO HISTÓRICO-CRÍTICO NA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA

Augustus Nicodemus Lopes*

RESUMO
O ponto central deste artigo é que o método histórico-crítico de interpretação da Bíblia vive hoje um dilema causado pelo amadurecimento dos princípios que adotou por ocasião de seu nascimento, há cerca de 250 anos, como filho legítimo do Iluminismo e do racionalismo. Apesar do ufanismo com que o método foi saudado no início e ainda hoje é defendido por seus adeptos, ele não é, de fato, um método “científico” e desprovido de preconceitos de ordem ideológica e teológica. Na verdade, ele surgiu para fazer a separação entre Palavra de Deus e Escritura, proposta por J. Solomo Semler, uma distinção que é eminentemente teológica e que determinou o objetivo do método e seu funcionamento. O método histórico-crítico deu origem a diversas críticas, como a das fontes, da forma e da redação. O dilema em que o método hoje se encontra é devido a diversos fatores, apontados por estudiosos alemães como Gerhard Maier, Eta Linneman e Peter Stuhlmacher. O método histórico-crítico assumiu desde o início pressupostos dogmáticos que refletem rejeição da autoridade e infalibilidade das Escrituras. Ele também estabeleceu um alvo que é impossível de ser alcançado, ou seja, separar o cânon normativo do cânon formal, estabelecendo exegeticamente a distinção entre Palavra de Deus e Escritura. A verdade é que o cânon bíblico não pode ser dividido entre normativo e formal. O método histórico-crítico, por sua própria natureza, abriu uma enorme brecha entre a academia e a Igreja, não somente pela escassez de resultados e pela evidente desarmonia entre eles, como também por impedir o acesso da Igreja ao conhecimento das Escrituras. Por fim, o método histórico-crítico esquece que a razão natural é incapaz de reagir adequadamente à revelação divina. O artigo termina com a defesa de um método de interpretação historicamente associado ao método gramático-histórico de interpretação, adotado, usado e defendido pelos reformadores, que tenha como pressuposto a inspiração e veracidade das Escrituras e a unidade do cânon formal, e que procura estar sensível aos estudos modernos de ciências correlatas que podem trazer algum auxílio à interpretação do texto bíblico.

PALAVRAS-CHAVE

Interpretação bíblica; Método histórico-crítico; Teologia; Cânon; Revelação; Escritura; Método gramático-histórico.

* O autor é ministro presbiteriano, mestre em Novo Testamento e doutor em Hermenêutica e Estudos Bíblicos. Atualmente é professor visitante do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, pastor assistente da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, em São Paulo, e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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