Deus é companhia que dá prazer

 |

Aceitamos a distinção entre necessidades e luxo, 'hobbies' criativos e símbolos de status vazios, modéstia e vaidade, celebrações ocasionais e o nosso dia a dia e entre o serviço de Deus e a escravidão à moda. Onde traçar o divisor de águas - eis o que requer mais reflexão e mais decisão de nossa parte. Série Lausanne 5 - p. 26
|

Texto: Salmo 23. 5, 6
Questão 01 - A provisão espiritual de Deus é constante.
- "...unges-me a cabeça com óleo..." - No contexto cultural e social dos dias de Jesus, o óleo perfumoso era ingrediente indispensável para dignificar e honrar os visitantes recebidos em casa. Oferece-lo ao visitante significava dar grande valor à visita.
- "...o meu cálice transborda..." - Transbordar o cálice significava provocar a auto satisfação até transbordar. Isto é, fazer sobrar alegria que possa derramar, contagiando o ambiente.
"Todos os homens, é verdade, não são tratados com a mesma liberalidade com que Davi fora tratado; mas não há sequer um indivíduo que não esteja sob a obrigação para com Deus pelos benefícios que porventura o mesmo lhe tenha conferido...". (João Calvino).
No versículo 6 o salmista reafirma sua fé "certamente" e o seu compromisso para com o Senhor Deus.
Questão 02 - Deus é um despenseiro incansável a favor do homem.
As nossas vidas devem refletir esse despreendimento ensinado por Deus, em favor do "outro". A questão de receber tudo de Deus e saber partilhar com os outros, foi a questão muito debatida num Congresso Internacional que aconteceu em Lausanne-Suiça, 1974. Nós, os cristãos, somos servos e cooperadores de Deus (I Coríntios 3.9). Disse um dos preletores naquela ocasião: "
- "Preparas-me uma mesa..." - O tempo do verbo preparar indica uma ação contínua e ininterrupta. Deus não nos força, como seus filhos, a fazer o regime da sua graça. Sua provisão é com liberdade e liberalidade, mas vale a pena quando aceitamos com seriedade a sua proposta.

Questão 03 - Somente a compreensão correta de Deus, nos fará caminhar corretamente.
"Ao dizer a si próprio que, mesmo em meio às trevas da morte, manteria seus olhos postos na providência divina, testificava sobejamente que não dependia das coisas exteriores, nem media a graça de Deus segundo o juízo da carne... sua fé continuaria encarcerada na palavra de Deus". (João Calvino).
Para o salmista, o seu horizonte está projetado nos céus. Ele se preocupa com algo mais do que qualidade e conforto de vida terrena. Não apenas deseja viver, mas exercitar-se no temor e serviço de Deus. Esta sua opção de ser é muito mais do que apenas ter. Ele tem uma opção de vida. A comunhão com Deus na terra, depois nos céus, é o quinhão dos que pertencem à família de Deus. Todos nós carecemos de ter uma opção de vida, independente do aqui e agora.
| Rev. Eldman F. Eler Capelão Universitário |
