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Colóquio Internacional França/Brasil 2009


Colóquio Internacional França / Brasil
Entre Luzes e Sombras - A França no Brasil: modelos e contra-modelos.

Data:  8, 15 e 16 de setembro de 2009

Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie - Campus - SP

O evento propõe a reflexão a partir do olhar do brasileiro sobre o francês, partindo de ideias que marcaram a concepção de civilização no Brasil tais como os princípios do Iluminismo e da Revolução de 1789 e a presença de pintores, escultores, arquitetos, escritores e poetas, cientistas franceses que marcaram o ambiente cultural brasileiro dos séculos XIX e XX.

Todavia, o olhar dos brasileiros sobre a França não se resume à lembrança da Declaração dos Direitos do Homem, nem ao prestígio cultural de Paris, a Cidade Luz. Desde o século XIX, a francofobia se mistura com a francofilia das elites brasileiras, como testemunham as caricaturas satíricas publicadas na imprensa ilustrada, bem como os escritos fulgurantes de Monteiro Lobato e Lima Barreto na imprensa escrita, no momento em que o Brasil se envolve na Primeira Guerra Mundial. Também na virada do século XIX para o XX, ao lado de letrados e artistas, a França costumava ser bastante conhecida por suas donas de bordel: cada prostíbulo se sentia na obrigação de poder oferecer aos seus clientes uma profissional do prazer “recém-chegada de Paris”.

Além do caso particular das mulheres, a cultura popular brasileira concebeu uma série de clichês, nem sempre lisonjeadores, sobre os franceses. Eles sempre são suspeitos de evitarem o banho, de terem o costume de usar perfume para esconder os maus cheiros provenientes da falta de higiene corporal, de serem pretensiosos, de fazerem negócios afrancesados ou de saírem à francesa na primeira ocasião.

A resposta ao exotismo dos brasileiros na França é o exotismo francês no Brasil, cuja ambigüidade está longe de resumir-se à simpatia artística, evocada incessantemente nas narrativas de viajantes e na correspondência diplomática. Assim, na ocasião do Ano da França no Brasil, desejamos questionar esse leque de representações, dando conta das dinâmicas complexas que atravessam os imaginários nacionais. Três manifestações destinadas a um público heterogêneo e à comunidade científica permitirão refletir sobre essas questões e projetar novas idéias sobre a presença francesa no Brasil. 

Convidados especiais:

Lilia Moritz Schwarcz
(Universidade de São Paulo)
Luis Felipe de Alencastro (Sorbonne Paris IV)
Marco Morell (Universidade Estadual do Rio de Janeiro)
Olivier Compagnon (Université Paris 3 Sorbonne-Nouvelle/IUF)


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