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PAULO, O APÓSTOLO APOCALÍPTICO: 2 TESSALONICENSES 2.6-7

C. Timóteo Carriker*

RESUMO
A maioria dos estudiosos de hoje concorda que Paulo comunicava o evangelho de acordo com o contexto pastoral contingente que enfrentou. Por trás dessas expressões contingentes, há uma cosmovisão fundamentalmente apocalíptica, que, por sua vez, deriva da compreensão que Paulo tinha da sua missão. Isto é, a vocação e atividade missionária de Paulo formou-se a partir dessa sua perspectiva apocalíptica, a qual influenciou, assim, a expressão da sua teologia. A passagem bíblica destacada aqui é bastante ilustrativa, de como a cosmovisão apocalíptica de Paulo influenciava a percepção que ele tinha da sua missão e da sua teologia. A tese básica, inicialmente sugerida por Johanes Munk e Oscar Cullman, é que, nessa passagem, "aquilo que detém", to, kate, con, refere-se à "pregação do evangelho" e "aquele que detém", o kate, cwm,  refere-se ao "pregador do evangelho", ou, mais especificamente, ao próprio apóstolo Paulo.

PALAVRA-CHAVE
Apocalíptica; Escatologia paulina; Aquele que detém; 2 Tessalonicenses; Missão de Paulo.

*O autor é missionário da Presbyterian Church USA. Sua formação deu-se no Estados Unidos, sendo bacharel em Ciências da Religião da Universidade de Carolina do Norte em Charlotte, mestre em Teologia do Seminário Teológico Gordon-Conwell, mestre em Missiologia e Ph.D. em Estudos Interculturais do Seminário Teológico Fuller. É missiólogo da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil e professor em diversas instituições de ensino, inclusive no recém-inaugurado curso de doutorado em Ministério do CPAJ da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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