Página InicialApresentaçãoCorpo DocenteProgramas AcadêmicosFides ReformataAlunosContato
 
Imprimir a página Procura no Site Mapa do Site
Calvino - 500 anos
Simonton - 150 anos
Igreja Antiga e Medieval
Reforma Protestante
Mov. Reformado (Calvinismo)
Ig. Moderna e Contemporânea
Protestantismo Brasileiro
Presbiterianismo no Brasil
Presbiterianismo no Brasil - fotos
Temas Diversos
Apostilas
Data-shows
Contato
Selecione a unidade:
Matrícula:
Senha:
Rev. David Azevedo – um Servo Bom e Fiel

Alderi Souza de Matos


No dia 5 de julho de 2005 faleceu em São Carlos, com quase 97 anos, um dos mais idosos e estimados ministros da Igreja Presbiteriana do Brasil. David Azevedo nasceu no dia 6 de agosto de 1908 numa vila de pescadores do litoral de Santa Catarina, Canto dos Ganchos, no atual município de Governador Celso Ramos. Era filho de Hipólito José de Azevedo e Basilissa Floriana de Azevedo, e teve cinco irmãos e duas irmãs. Seu pai foi um pescador que se converteu durante uma tempestade no mar e chegou aos 100 anos de idade, tendo falecido em 1975.


David foi batizado na Igreja Presbiteriana de Jordão pelo Rev. John Benjamin Kolb. Após concluir o curso primário na Escola Mista da sua vila, seguiu para Florianópolis, onde aprendeu o ofício de tipógrafo na Escola de Aprendizes e Artífices. Como desejava ser pastor, passou a residir com o Rev. Aníbal Nora, com o qual fez a sua profissão de fé. Começou a cursar o secundário no Ginásio José Brasilício. Com o fechamento deste, foi encaminhado ao Instituto José Manoel da Conceição, em Jandira-SP, dirigido pelo Rev. William Alfred Waddell.


Nessa época, passou a trabalhar como evangelista na cidade de Santana de Parnaíba, onde havia um ponto de pregação iniciado pela Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo. Entre os participantes estava o casal Américo Caldas Kerr (irmão do Rev. Guilherme Kerr) e Bárbara Chaves Kerr (Dona Babi), e seus filhos Warwick e Dilza. Esta menina, então com 8 anos, viria muitos anos depois a ser a sua segunda esposa. Em seguida, foi estudar no Seminário de Campinas, tendo trabalhado nas cidades de Cosmópolis e Conchal. Em março de 1937, seu último ano no seminário, casou-se em Florianópolis com Jenny Ribas.


Foi licenciado pelo Presbitério do Sul, que abrangia Santa Catarina e boa parte do Paraná, e passou a trabalhar na cidade de Lages, dando assistência também a Bom Retiro e Curitibanos. Esse campo missionário, pastoreado pelo Rev. Harry P. Midkiff, estava sendo entregue ao presbitério, sendo David o seu primeiro obreiro nacional. Nessa época, o casal Azevedo perdeu a sua primeira filha, Miriam. No mesmo ano, em 3 de setembro de 1938, David foi ordenado na Igreja Presbiteriana de Ponta Grossa, Paraná.


Após quatro anos em Lages, em 1942 a saúde da esposa levou a família para a cidade de Itajaí. David passou a pastorear o imenso campo do litoral catarinense, que incluía as igrejas de São Francisco do Sul, Joinville, Itajaí, Camboriú (Rio Pequeno), Itapema, Três Riachos e Jordão, além de Blumenau, Zimbros, Estreito e Criciúma. O único outro pastor residia em Florianópolis. Além de duas filhas nascidas em Lages, Lílian e Elce (hoje residentes em Mogi das Cruzes), nasceu em Itajaí o filho Élcio (diácono em Curitiba). O casal também adotou duas meninas, Tereza e Vera. Dona Jenny Ribas Azevedo, que estava enferma há tempos, faleceu em 1960.


David pensou em trabalhar com a Missão Caiuá, mas os desígnios de Deus foram outros. Em uma visita a São Paulo, reencontrou Dilza Kerr, agora professora de educação musical, com 37 anos. Casaram-se no dia 2 de setembro de 1961, na Igreja Unida. No ano seguinte, fixaram residência em São Carlos, cuja igreja, filiada ao Presbitério de Rio Claro, David pastoreou por três anos. Nessa época, ele organizou a Igreja de Vila Prado (1963), atual Igreja Filadélfia. Do segundo casamento, nasceram os filhos Américo, presbítero da Igreja de Vila Formosa, em São Paulo, e Jairo, residente na Austrália.


Também pastoreou as igrejas de Boa Vista do Jacaré, São Pedro, Bariri, Torrinha, Brotas, Dois Córregos, 3ª de Rio Claro, Itirapina e as congregações de Ibaté, Barra Bonita e Itapuí, hoje já organizadas. Durante o seu longo ministério, o Rev. David adquiriu terrenos e construiu templos de muitas igrejas: Santana de Parnaíba, Itapema, Zimbros, Itajaí, São Carlos (Vila Alpes – 4ª Igreja; Filadélfia – 2ª Igreja) e Ibaté. Trabalhou como professor da rede estadual e também como bancário, por quase 14 anos. Foi jubilado em 1980 na Igreja Filadélfia de São Carlos, que pastoreou por três vezes.


O Rev. David Azevedo possuía alguns traços marcantes. Sempre foi um dedicado evangelista, não perdendo oportunidades de dar testemunho de Cristo. Tinha um espírito alegre, sensível e comunicativo. Era poeta e amava a natureza. Foi um pescador apaixonado, chegando a construir canoas e fazer redes e tarrafas para uso próprio. Apesar de ter perdido a visão há cerca de oito anos, viajava com freqüência, inclusive para a cidade de Navegantes-SC, onde possuía uma casa. Nos últimos anos, continuou a colaborar com diversas igrejas da região de São Carlos, ao lado da dedicada esposa, Dona Dilza (com quase 82 anos quando o marido faleceu).


O culto de despedida e gratidão a Deus por essa vida extraordinária foi realizado no dia 6 de julho na Igreja Presbiteriana Filadélfia, com a participação dos Revs. Sebastião Silvestre, Naor Garcia, Silas Tscherne e Eduardo Ferraz. O presbítero Américo Kerr Azevedo leu várias poesias escritas pelo pai.


 
Copyright© 2011 - DTI - Divisão de Tecnologia da Informação
Instituto Presbiteriano Mackenzie